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Florianópolis celebra Dia da Árvore com plantio de árvores nativas no Morro da Cruz

Floram desenvolve ações integradas com secretarias para garantir arborização urbana

Cristiano Rigo Dalcin
Florianópolis
20/09/2018 às 20H14

Para celebrar o Dia da Árvore, a Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente) promove nesta sexta-feira (21), às 9h, o plantio de árvores nativas no Parque Natural Municipal do Morro da Cruz. O órgão também tem realizado diversas ações alinhadas com outras secretarias do município dentro do programa Rede de Espaços Públicos Urbanos, coordenado pelo Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis).

De acordo com a engenheira agrônoma da Floram, Carolina Amorim, o programa organiza as demandas e propicia a aplicação correta de ações, como o plantio de árvores nativas em locais adequados, pois as condições urbanas nem sempre são favoráveis e exigem planejamento e técnicas de manejo. “Trabalhamos com a norma técnica NBR 16246-1, que norteia os procedimentos para a poda de árvores, arbustos e outras plantas em áreas urbanas”, explica.

Garapuvu é símbolo de Florianópolis exibe seu lado mais belo - Flávio Tin/ND
Garapuvu é símbolo de Florianópolis exibe seu lado mais belo - Flávio Tin/ND

Para isso, a Floram tem desenvolvido trabalho de capacitação técnica da equipe que trabalha diariamente com a poda e o corte de árvores, seguindo as políticas preconizadas pela Sbau (Sociedade Brasileira de Arborização Urbana). O serviço é prestado de acordo com a demanda da população. O cidadão faz a solicitação através do Pró Cidadão. “Se o pedido for para corte, um técnico obrigatoriamente será deslocado para o local para fazer uma avaliação visual da árvore e emitir um parecer”, justifica Carolina.

A engenheira agrônoma salienta que diversos fatores influem na avaliação, tais como origem, possibilidade de riscos e danos causados pela árvore. Por outro lado, ela destaca a necessidade da poda ser feita com conhecimento técnico, pois se for mal feita, acelera o processo de envelhecimento das árvores, que tem funções importantes como elevar a permeabilidade do solo, controlar a temperatura e umidade do ar, além de proporcionar sombra, agir como barreira contra ventos, ruídos e luminosidade e diminuir a poluição do ar.

Para dar conta da demanda não solicitada pela população, a Floram faz parcerias com as Intendências do município para realizar a poda e cortes de vegetação em regiões específicas. Mas quem passa diariamente na avenida Beira-Mar Norte também tem percebido que os canteiros estão floridos, resultado de um convênio firmado pela prefeitura com uma prestadora de serviço.

Garapuvu é árvore símbolo da Capital

Com importante aspecto cultural e ecológico, a árvore garapuvu foi denominada símbolo de Florianópolis em 15 de junho de 1992, por meio da lei municipal 3.771. Considerada uma árvore de ciclo curto (30 anos em média), o garapuvu tem a função natural de oferecer sombra para o desenvolvimento de outras espécies nas encostas dos morros.

Presente principalmente nos morros da Costa e do Canto da Lagoa da Conceição, a árvore também pode ser encontrada na área central, no Largo Benjamin Constant, e em outras localidades da Capital. A árvore também tinha importância cultural para os povos indígenas e açorianos, que aprenderam a transformar os troncos em canoas. Os índios plantavam um garapuvu a cada homem nascido na aldeia. Quando esse índio chegava à idade adulta, a árvore era cortada para que o índio pudesse construir a canoa de um pau só.

Os pescadores artesanais da comunidade açoriana da Ilha se apropriaram desse conhecimento e até o final do século 20 era comum encontrar embarcações feitas de um único tronco da madeira, caracterizada pela leveza e a facilidade de entalhe. Com a proibição do corte na mata, apenas troncos ou galhos derrubados por vendavais ou raios podem ser utilizados para manter a tradição, mediante vistoria técnica da Floram.

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