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Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018
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Festival de Joinville começa nesta quarta-feira, com a São Paulo Companhia de Dança

Atração terá entre os bailarinos um joinvilense ex-aluno da Escola do Teatro Bolshoi

Adrieli Evarini
Joinville

Pisar no palco do Festival de Dança de Joinville depois de três anos como bailarino profissional. Voltar à cidade natal, na qual estudou durante oito anos na Escola do Teatro Bolshoi e sentir a emoção de dançar para o público na Noite de Abertura da 34ª edição do evento. É nesse clima que amanheceu nesta quarta-feira (20), o joinvilense Vinícius Vieira, bailarino da São Paulo Companhia de Dança. “É um momento de reencontro e eu espero que seja uma noite linda, emocionante”, conta o jovem de apenas 23 anos.

Carlos Junior/ND
Vinícius Vieira, ex-bailarino da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é um dos integrantes da São Paulo Companhia de de Dança, que abre o Festival

 

Formado na capital nacional da dança, Vinícius volta ao palco do Festival, agora como bailarino profissional e em um momento que marca também a volta da São Paulo Companhia de Dança. Foram sete anos de distância do Festival de Dança e para coroar o retorno, a companhia traz três coreografias que, segundo a diretora Inês Bogéa, foram escolhidas para encher os olhos de um público amplo. “É uma alegria voltar. Este é um espaço que comemora a dança, Joinville respira dança. Esperamos que o público se reconheça na diversidade e o trabalho dos bailarinos vai ser refletido no olhar do público”, destaca.

Também ex-aluna do Bolshoi, a bailarina Luiza Yuk sobe ao palco nesta noite de abertura e aposta na energia da Companhia e do público para tornar a noite ainda mais brilhante. Para ela, a cidade é o berço dos bailarinos. “Joinville é o berço da carreira profissional do bailarino. Aqui a gente sente essa energia da dança”, enfatiza.

Com coreografias que utilizam desde a sapatilha de ponta, passando pela meia ponta e chegando ao pé no chão, a São Paulo quer marcar a história desta edição do evento, assim como os coreógrafos criadores das obras marcaram a história da dança mundial. Suíte para Dois Pianos, de Uwe Scholz; Gnawa, de Nacho Duato e Petite Mort, de Jirí Kylián, serão apresentadas ao público que correu para conseguir um lugar na Noite de Abertura do 34º Festival de Dança de Joinville. A apresentação das três coreografias dura cerca de 1h30, segundo Inês.

Medalhas de Ouro em outras edições do Festival de Dança, os bailarinos Ammanda Rosa e Yoshi Suzuki são presença garantida no palco nesta noite e ressaltam a sensação que a cidade e o evento produzem. “É mágico. Não existe sensação igual no mundo”, avalia Ammanda.

Para Inês, a história do Festival envolve e é a história de todo mundo, de todos que vivem de alguma maneira a dança e a magia produzida em Joinville. “São muitas histórias que se cruzam. É dessas energias que o Festival é formado”, conclui.

Joinville recebe representantes de 23 estados

Bailarinos, professores, estudantes e público amante da dança. Nos próximos dez dias, Joinville abriga pessoas de diferentes estados e países e todos eles tem uma paixão em comum: a dança. Neste ano, a capital nacional da dança recebe brasileiros de culturas variadas e lugares distantes. São 23 estados representados nesta edição do evento.

Segundo o coordenador geral do Instituto Festival de Dança, Victor Aronis, mais de 1.300 participantes estão inscritos somente para os cursos de aperfeiçoamento disponibilizados durante o Festival. Além disso, o número geral de participantes aumentou cerca de 15% em relação a 2015 e, apesar do cenário econômico atual, a expectativa é que o Festival continue crescendo. “É possível crescer ainda mais”, avalia Aronis.

O momento da economia brasileira preocupou o presidente do Instituto, Ely Diniz, que, ainda em setembro do ano passado, quando esta edição começou a ser desenhada, imaginava uma redução no número de participantes. Diniz foi surpreendido com o salto de 6.500 participantes em 2015 para 7.800 neste ano. “Nós sabemos que vir a Joinville não é fácil, que é caro e ficamos surpresos e felizes com essa adesão”, comemora.

O Festival de Dança segue até o dia 30 de julho e a programação vai além das apresentações e competições. São diversos cursos, seminários e oficinas sendo oferecidas neste ano. Além do aumento no número de participantes, este ano, o Festival conta com mais palcos abertos, já tradicionais na cidade.

Serviço

O quê: Noite de Abertura do Festival de Dança de Joinville

Quando: Quarta-feira (20), às 20h

Onde: Centreventos Cau Hansen – Avenida José Vieira, 315, bairro América

Quanto: Ingressos variam entre R$ 30 e R$ 100

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