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Quarta-Feira, 21 de Novembro de 2018
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Famílias que moram em área indígena seguem na expectativa de despejo em Balneário Barra do Sul

Funai ganhou na Justiça ação para remover ocupantes, mas associação de moradores garante que ninguém vai sair do local

Suellen Dos Santos Venturini
Joinville
Fabrício Porto/arquivo/ND
"Ninguém deu mais notícias, não falaram mais nada do despejo. A gente segue esperando em Deus, eu já entreguei nas mãos D’ele e acho que na hora final ele vai agir", afirma Rosângela Evangelista, presidente da associação de moradores do bairro Conquista

 

As cem famílias que residem em área de invasão do bairro Conquista, em Balneário Barra do Sul, seguem vivendo no local e convivendo com a insegurança. Apesar da iminência de uma ação de despejo, ninguém saiu do local. Muitos moradores ainda têm esperança de não serem expulsos e, segundo a associação de moradores do bairro, ninguém planeja sair das casas. “Alguns até têm para onde ir, mas eles não vão. Decidiram que vão ficar e esperar”, afirma Rosângela Evangelista, presidente da associação de moradores do bairro Conquista.

A área precisa ser desocupada porque foi demarcada como terra indígena da tribo Guarani Mbyá. Em março, a Funai (Fundação Nacional do Índio) ganhou em primeira instância na Justiça Federal em Joinville o direito de reintegração de posse. A coordenação da região do Litoral Sul da Funai afirma que a qualquer momento o despejo pode acontecer, já que o prazo que a Justiça deu para os moradoras saírem do local venceu em 9 de abril.

Mesmo com portaria que demarcou a região como terra indígena, os moradores se negam a sair do local alegando que têm o direito de posse das terras pelo tempo que estão ali. Apesar da Funai informar oficialmente que a região foi invadida há pouco mais de um ano, há documentos datados de 1804 de propriedades no local, mas que, na prática, não tira a obrigatoriedade das terras serem esvaziadas.  

O advogado dos moradores, Guilherme Lachowski de Oliveira, planeja apresentar à Procuradoria do Ministério Público Federal um cronograma de desocupação da área após uma reunião com os moradores, mas o encontro ainda não aconteceu. A intenção de Oliveira era conscientizar os moradores das consequências que eles podem sofrer se permanecerem no local.

Rosangela diz que os moradores vão seguir esperando por um milagre. “Ninguém deu mais notícias, não falaram mais nada do despejo. A gente segue esperando em Deus, eu já entreguei nas mãos D’ele e acho que na hora final ele vai agir.”

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