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Pai destaca brutalidade e pede pena maior por morte de motorista de Uber em Florianópolis

Familiares e amigos organizaram manifestação neste sábado, pedindo que encaminhamento do inquérito policial seja para linha de homicídio

Redação ND
Florianópolis
15/06/2018 às 17H16

Familiares e amigos do motorista de Uber Nelson Alexandre da Silva, de 25 anos, que morreu após uma briga de trânsito em Florianópolis, preparam uma manifestação neste sábado (16). Eles farão uma carreata para pedir que o inquérito policial seja conduzido pela linha de homicídio. O caso ocorreu em 28 de maio.

Nelson Alexandre da Silva morreu na terça-feira (5) - Arquivo Pessoal/ND
Nelson Alexandre da Silva morreu  dia 5 de junho após ficar dias em coma- Arquivo Pessoal/ND


Para o pai da vítima, José Carlos da Silva, a brutalidade com que Nelson foi morto após levar golpe de skate mostra a intenção de matar por parte do autor das agressões. “O atestado de óbito mostra que meu filho foi morto por traumas no crânio, com mais de uma pancada. O delegado nos disse que se ficasse comprovado que foi mais de um golpe, ele mudaria o inquérito para homicídio. Mas até agora tudo está seguindo para lesão corporal seguida de morte”, disse. “O crime tem testemunhas. Meu filho não vai voltar mais, mas queremos que os responsáveis sejam punidos. Isso não pode ficar impune”, reforçou.

A carreata em memória de Nelson deverá partir às 15h do trapiche da avenida Beira-Mar Norte, passando pela avenida Professor Henrique da Silva Fontes, no bairro Santa Mônica, terminando na 5ª Delegacia da Capital, na Trindade.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Alfredo José Ballstaedt, somente no final do inquérito é que será apresentada a conclusão das investigações. “Por enquanto, o que temos é uma lesão seguida de morte, mas o inquérito pode e tem grandes chances de ser encaminhado para a linha de homicídio”, afirmou.

Ainda conforme a autoridade policial, algumas testemunhas ainda precisam ser ouvidas e laudos devem ser analisados, como o cadavérico, que mostra o motivo da morte de Nelson. O inquérito tem prazo de 30 dias para ser concluído, a partir da data do crime, em 28 de maio, mas pode ser prorrogado conforme a necessidade das investigações.

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