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Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018
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Família reconhece o corpo de mulher desaparecida em Barra do Sul, encontrada morta em Guaratuba

Micheline de Oliveira Cordeiro, 35 anos, estava desaparecida desde o dia 8

Redação ND
Joinville

Familiares da dona de casa Micheline de Oliveira Cordeiro, 35 anos, moradora de Balneário Barra do Sul, desaparecida desde o dia 8 deste mês, não têm mais dúvidas de que o corpo de uma mulher, encontrado no dia 20, em Guaratuba, já em avançado estado de decomposição, é mesmo o de Micheline. O marido da vítima, Cleverson Cordeiro, foi ao IML (Instituto Médico Legal) de Paranaguá e reconheceu o corpo por meio das tatuagens, das roupas e de um anel.

Arquivo Pessoal/ND
Família afirma que o corpo encontrado é o de Micheline de Oliveira Cordeiro



As suspeitas de que se tratava mesmo da dona de casa surgiram logo depois de a notícia de seu desaparecimento ter sido divulgada no ND Online. Assim que amigos dela viram a reportagem sobre o desaparecimento e os comentários de que ela poderia ser a mesma moça, ainda não identificada, compararam as tatuagens e verificaram ser muito semelhantes. A mãe de Micheline também teria reconhecido as roupas da filha ao ler uma reportagem. Mas, segundo o IML, a identificação do corpo só será confirmada por meio da comparação de digitais.

Como os documentos não foram encontrados com a vítima, o marido diz que vai buscar cópias da carteira de identidade que possam estar com o advogado de Micheline, para tentar agilizar a liberação do corpo. Segundo ele, a família está chocada com a brutalidade do crime, já que a cabeça estava separada do corpo, completamente desfigurada por golpes de barra de ferro, e a vítima foi encontrada também sem uma das mãos. Agora, a polícia investiga uma pista, encontrada no terreno da pedreira abandonada onde o corpo foi encontrado por pescadores: uma mala, com roupas masculinas.
A suspeita é de que a mala possa pertencer ao autor do crime. Micheline saiu de casa na tarde de domingo, dia 8, e depois disso fez poucos contatos telefônicos com a mãe, por mensagens. Um dia, disse que estava em Foz do Iguaçu, mas que logo voltaria, mas depois não atendeu mais ao telefone. A uma amiga com quem ela conversou pelo Facebook no dia 5, confidenciou que estava em processo de separação e tinha um namorado. As últimas atualizações dela no Facebook são do dia 8.
A família suspeita que seja com este namorado que ela tenha viajado. O carro dela, um Citroen C 3 ano 2010, avaliado em R$ 30 mil foi vendido irregularmente por um rapaz identificado pela família apenas como Gabriel por R$ 13 mil e já repassado por um outro, conhecido como Dudu. Por isso, há também a suspeita de que ela tenha sido morta após ter o carro roubado.

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