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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Família conta como aconteceu a morte da adolescente em Joinville

Bruna Cristina de Souza, de 17 anos, ingeriu ecstasy e bebida alcoólica em casa noturna

Redação ND
Joinville
Luciano Moraes/ND
Luciano Moraes/ND
"Estes jovens tomam estas balinhas para se divertirem, para ficarem mais animados, não para dormir. Minha filha tomou, mas acabou dormindo para sempre", disse Maria Fabricia Alves de Souza, mãe de Bruna

Como recomeçar a vida após perder uma filha? Como acordar no dia seguinte e ver que aquela que era “a alegria da casa” não está mais entre eles? Como ar­rumar forçar para continuar a cuidar dos outros dois filhos pe­quenos? Esta é a difícil missão que o mecânico Elesvan Pereira de Chagas, 38 anos, e a domésti­ca Maria Fabrícia Alves de Souza, 36, precisam encarar, a partir de agora. Eles são os pais da ado­lescente de 17 anos que morreu após passar mal durante uma festa, na zona Norte de Joinville, na madrugada de domingo (14). Na segunda-feira (15), o casal disse que a filha, Bruna Cristina de Souza, ingeriu ecstasy e bebida alcoólica.

Maria e Elesvan só souberam o que aconteceu na tarde de segunda, de­pois de enterrarem o corpo da fi­lha, no Cemitério São Sebastião. A prima de 16 anos, o namorado da vítima, 18 anos, e outro rapaz, de 20 anos, contaram como a balada terminou em tragédia: “Bruna to­mou duas “balas”, como o compri­mido da droga é conhecido.

Desolada, a mãe agora espe­ra que a morte da filha sirva de exemplo para que outras jovens não percam suas vidas para as drogas. “Estes jovens tomam es­tas balinhas para se divertirem. Ficarem mais animados. Não dor­mirem. Minha filha tomou, mas acabou dormindo... Dormindo para sempre”, disse, emocionada, Maria Fabrícia.

Maria chorou muito ao contar o que aconteceu. “Minha filha saiu de casa pouco antes das 23h. Ela não era de sair para festas, tanto é que a última vez que ela saiu para balada foi em junho do ano passa­do. Meu marido até pediu para ela não ir, mas ela queria muito”, diz Maria. “Ela estava feliz. Passou a manhã toda no cabeleireiro. Ela estava linda”, recorda a mãe.

A prima contou que os qua­tro chegaram em frente à boate por volta das 23h30 e entraram no estabelecimento. “Os meni­nos foram pegar bebidas. Bruna e eu fomos ao banheiro. Depois disso, o nosso colega comprou as balinhas”, recorda. “Ele disse que Bruna pediu para comprar o entorpecente.” A mãe disse que a filha não está mais ali para se defender. A prima declarou que pagaram R$ 90 por sete compri­midos. “Eu tomei uma, ela tomou outra. O nosso colega também to­mou. O namorado dela não quis. Ele era contra e quando ficou sa­bendo que Bruna tinha tomado ficou bravo. Se livrou dos demais comprimidos”, disse a prima.

“Trinta garrafas de água”

 Não demorou muito para que a droga fizesse efeito. Bruna teria tomado uma segunda dose do comprimido de cor alaranjada. “Minutos depois, começou a passar mal. Ela tomou mais de 30 garrafas de água, não melhorou. Levamos ela para casa, e acabamos indo para o hospital”, comenta a prima da adolescente.

“Os médicos tentaram salvar minha filha, mas não conseguiram. Disseram que o pulmão dela estava encharcado de sangue. Minha filha havia morrido”, comenta Maria Fabrícia Alves de Souza, mostrando o atestado de óbito. O documento diz que Bruna faleceu às 6h40 em decorrência de parada cardiorrespiratória e hemorragia interna. “Minha filha se foi e fica o vazio. Jamais imaginei que ela usaria droga. Descobri que esta foi a segunda vez que ela tinha utilizado ecstasy. Agora a gente pergunta, como isso entra nas casas? Cadê a segurança? Há revista? Quantas pessoas mais vão ter que morrer nesta balada para que uma atitude seja tomada?”, disse Maria.

“Jovens não façam isso. Não deixem que uma droga como esta acabe com sua vida. Que o caso da Bruna sirva de exemplo a vocês e ao pais. Que cuidem mais dos seus filhos. Que não deixem ir a estes lugares, porque por mais que vocês confiem neles, eles podem mentir, como fez minha filha”, desabafa.

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