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Facção criminosa reivindica assassinato de mulher na Vargem Grande em Florianópolis

Polícia investiga lista de nomes de mulheres juradas de morte que aparecem em fotografias com integrantes de facções criminosas. A listagem estaria circulando no Norte da Ilha

Colombo de Souza
Florianópolis
09/02/2018 às 18H20

A facção criminosa catarinense PGC (Primeiro Grupo Catarinense) já reivindicou o assassinato de uma adolescente de 17 anos, no bairro Vargem Grande, perto do Rio Vermelho, no Norte da Ilha. O crime ocorrido entre 5h e 5h30 de sexta-feira (9) foi gravado e postado em redes sociais pelos próprios criminosos. O corpo da garota foi localizado por moradores locais por volta das 9h, próximo a um telefone público. “Ela estava de bruços no chão, com as mãos nos bolsos do casaco”, observou um policial da Delegacia de Homicídios. Ele disse que a vítima é paranaense, da cidade de Mangueirinha e estava há pouco mais de três meses em Florianópolis.

De acordo com investigações preliminares, a garota visitava frequentemente um reduto da facção paulista PCC (Primeiro Comando da Capital) no Norte da Ilha. Apesar de ser vista nestes ambientes isto não quer dizer que ela seja ligada a facção, comentou um agente da DH (Delegacia de Homicídios).  O policial revelou que a adolescente não tinha passagens policiais. “Talvez por ela aparecer em fotografias junto com integrantes do PCC a facção rival a eliminou”.  

Ainda de acordo com o agente, a delegacia recebeu informações de que no Norte da Ilha teria uma lista de nomes de mulheres que aparecem em fotos com integrantes de facções criminosas para serem mortas. “Não sabemos se isto é realmente verdade, estamos investigando. Desde o ano passado a guerra entre as duas facções têm levado centenas de  vítimas, a maioria homens na idade produtiva”, lembrou o agente.  

Com este crime, sobe para 23 o número de mortes violentas em Florianópolis. A adolescente assassinada na madrugada desta sexta é a segunda mulher morta este ano na Capital. A primeira foi Braiene Alves Silva, 21, natural de São Luís do Maranhão, em frente a uma casa de prostituição, Centro, no início do ano.   

 

 

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