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Sábado, 22 de Setembro de 2018
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Exames de rotina podem auxiliar no diagnóstico precoce da perda de audição

Especialista explica a importância da audição para uma vida saudável e na convivência social

Suelen Soares da Silva
Joinville
Carlos Junior/ND
Nildo Manoel Duarte, especialista em reabilitação auditiva, lembra que a perda de audição não é problema exclusivo dos idosos

 

Nós somos munidos de cinco sentidos essenciais em nossa vida: visão, audição, paladar, tato e olfato. Eles são responsáveis por captar as informações e levar até o nosso sistema nervoso. E todos são igualmente importantes para que tenhamos uma vida saudável. A audição, por exemplo, desempenha um papel fundamental, pois é através dela, que percebemos os sons dos ambientes a nossa volta e é também exerce um papel de suma importância na convivência social.

De acordo com o fonoaudiólogo e especialista em reabilitação auditiva, da Digson Clínica de Reabilitação Auditiva, Nildo Manoel Duarte, a perda da audição, não é um problema exclusivo dos idosos. Ela pode ocorrer em pessoas de todas as idades, por diferentes motivos, que são inúmeros. Os principais são os fatores hereditários, o diabetes, o uso contínuo de medicamento ototoxico ou o uso sem controle e o abuso de álcool e de cigarros, que assim como em outras doenças também estão na lista de vilões da perda da audição.

Segundo o médico, que também é membro da ABA (Academia Brasileira de Audiologia), explica que embora saibamos da importância de se ouvir com qualidade, também é importante que saibamos o quanto a audição influencia na fala e na linguagem, como ferramenta em nossa comunicação. “A perda da audição implica em uma série de problemas: afeta a memória auditiva, causa desordem no processamento auditivo central. Porém, existe algo que tem sido bem preocupante, que é a depressão“, afirma.

A pessoa que possui algum problema auditivo acaba se isolando e com o tempo os relacionamentos começam a desfazer, devido à dificuldade em se comunicar. Por esta e outras razões o incentivo da família é importante e a conscientização, de que a saúde auditiva é importante e precisa de cuidados.

O especialista conta, que no Brasil, há dez anos o índice de pessoas com alguma alteração auditiva, era de 4 a 5%. Atualmente esse índice subiu para 15%. E a dificuldade segundo ele, é que as pessoas demoram em média de cinco a oito anos para procurar um consultório médico e quando o fazem a doença já está em fase adiantada. O motivo desta demora é a falta de informação e algumas vezes a vergonha e o preconceito. “A surdez é silenciosa, não é como outras doenças que causam dor ou até a morte. Por isso nós precisamos criar a rotina de fazer um teste de audição pelo menos a cada dois anos. E uma vez por ano se já tivermos um histórico familiar. O teste pode ser feito em uma clínica particular, mas ele também existe no SUS (Sistema único de Saúde)”, destaca.

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