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Terça-Feira, 18 de Setembro de 2018
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Estudantes da UFSC Joinville desenvolvem carro de corrida em parceria com empresas

Equipe de alunos de engenharia automotiva vão montar protótipo para participar da Fórmula SAE em outubro

Redação ND
Joinville
Carlos Junior/ND
Peças do veículo já começaram a chegar na oficina da UFSC em Joinville e a partir da próxima semana o trabalho será intenso

 

A vontade de inovar e competir são o combustível dos estudantes de engenharia automotiva da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) em Joinville para o desenvolvimento de um carro de corrida que vai competir na Fórmula SAE Brasil, evento que reunirá protótipos de universidades de todo o país, em outubro. Para concretizar o projeto eles contam com o apoio da iniciativa privada.

Empresas da região – Tuper, AcelorMittal Vega e Termotécnica – abraçaram o projeto e auxiliam os estudantes com materiais, serviços e apoio técnico. “A fabricação do carro está ocorrendo em vários lugares, com a ajuda das empresas, enquanto que o conceito, projeto, análises, desenvolvimento e montagem acontecem aqui dentro da UFSC”, explicou Modesto Hurtado Ferrer, professor e coordenador do projeto.

Para colocar o projeto em prática e montar o chassi do veículo, a equipe Fórmula CEM utiliza tubos produzidos especialmente pela Tuper com aço Dual Phase 980 de alta resistência mecânica fornecidos pela ArcelorMittal Vega. Para a fabricação dos tubos de acordo com as necessidades do projeto, a Tuper desenvolveu ferramental e processos específicos. “Com isso, o chassi do carro ficará 40% mais leve do que no protótipo que criamos em 2013”, mencionou Marco Antônio Rosso, líder da equipe de estudantes.

Outra inovação que estará presente no carro é a utilização de EPS, isopor, para o desenvolvimento do assento do piloto e do volante. A Termotécnica está auxiliando os estudantes neste processo e também na fabricação do molde em EPS de alta densidade que permitirá a laminação da carenagem do veículo e no desenvolvimento do aerofólio que utilizará EPS de alta densidade como estrutura.

“Estamos fazendo de tudo para ficar na melhor colocação, apesar de sabermos que o momento da corrida também exige outros critérios, como o equilíbrio emocional do piloto. Neste carro estamos inovando não somente em relação ao nosso protótipo anterior, mas também em relação ao que equipes de ponta já haviam apresentado em anos anteriores”, disse Rafael Kiemo, um dos líderes da Fórmula Cem.

As peças do veículo já começaram a chegar à oficina da UFSC em Joinville. A partir da próxima semana o trabalho será intenso para que o carro fique pronto até a data prevista para finalização, 29 de setembro. No dia seguinte, a equipe Fórmula CEM segue rumo à Piracicaba (SP), onde vai concorrer com outros 38 projetos inscritos, até agora, na modalidade carros movidos a motor de  combustão interna.

Busca de profissionais e troca de experiências

Nesta parceria entre a academia e a iniciativa privada não é somente a universidade que sai ganhando. As empresas estão interessadas nesse relacionamento e apostam no projeto. “O simples fato de utilizar um material novo em diversos processos traz muito aprendizado para a Tuper, o qual poderá ser usado em futuros desenvolvimentos, visto que todos os nossos clientes desejam reduções de peso e de custo em seus produtos”, disse Fabio Weihermann, gerente de pesquisa e desenvolvimento da Tuper.

Este contato estimula as empresas a inovarem, além de aproximá-las dos futuros engenheiros. “Acreditamos que o trabalho conjunto entre empresa e universidade é produtivo para fazer algo novo, buscar inovações. A iniciativa também nos permite estar próximos aos futuros engenheiros, ajudando a formá-los e, ao mesmo tempo, mostrando o nosso diferencial aos profissionais que logo estarão no mercado automotivo, entre outros”, observou Fabiano José Fabri Miranda, gerente de metalurgia da ArcelorMittal Vega.

“É uma oportunidade de estarmos em contato com futuros engenheiros e conhecer a forma que eles estão pensando a engenharia para o futuro, e ainda proporcionar e compartilhar experiências para o grupo de jovens engenheiros ter contato com a indústria”, acrescentou Roberto Corrêa, gerente de engenharia de aplicação e produto da Termotécnica.

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