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Estruturas de apoio da ponte Hercílio Luz podem gerar novo aditivo

Material foi projetado para ser removido em 2018 e, com o atraso do fim da obra, técnicos avaliam se a estrutura aguenta a continuidade dos trabalhos

Vanessa da Rocha
FLORIANOPOLIS
23/09/2018 às 21H18

As estruturas provisórias de apoio da ponte Hercílio Luz podem não aguentar até o fim da obra. O material, que garante a sustentação da ponte durante os trabalhos, foi projetado para um período de cinco anos, prevendo o fim da restauração para 2018. O Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura) prevê a entrega da obra para o segundo semestre de 2019. Com o novo prazo, os técnicos estão concentrados em avaliar se a estrutura é capaz de suportar mais um ano de restauro sem risco de colapso.

Ponte Hercílio Luz - Daniel Queiroz/ND
Ponte Hercílio Luz - Daniel Queiroz/ND


O levantamento de campo da análise da estrutura da ponte está sendo realizado por uma equipe com representantes do Deinfra, da empresa Teixeira Duarte, que realiza os trabalhos de restauração, e da RMG Engenharia, que é responsável pela supervisão e fiscalização da obra. O relatório está sendo elaborado há cerca de um mês e tem previsão de ficar pronto até o fim de novembro. Se o estudo técnico concluir que a estrutura não está apta a ser usada até 2019, será necessário fazer um reforço (de tempo e dinheiro) para garantir a segurança na continuidade dos trabalhos.

As cinco treliças metálicas foram projetadas para estabilizar a estrutura original durante a restauração. Segundo o presidente do Deinfra, Paulo França, o material (com as barras de apoio) pesa aproximadamente 1.600 toneladas e há um projeto para o reaproveitamento. “Nós estamos estudando uma forma de remover e armazenar os perfis metálicos para que sejam reutilizados em outras pontes do Estado. Estamos falando de um material que custa cerca de R$ 10 milhões, se fosse vendido para o ferro velho não custaria nem 10% disso”, diz ele.

Entrevista: Paulo França, presidente do Deinfra

Na presidência do Deinfra desde março, o engenheiro civil Paulo Roberto Tesserolli França tem acompanhado de perto a restauração da ponte Hercílio Luz. Ele adianta que a obra pode ter o orçamento e o prazo de entrega ampliados, mas garante que falta pouco para a entrega.

 

O valor que já foi gasto na restauração da Hercílio Luz está adequado?

Nós estamos tratando da restauração de um monumento que representa o Estado de Santa Catarina. É diferente de tratar de uma obra comum. (...) Eu ainda vou te dizer que até o final da obra a gente deve ter ainda mais alguns acréscimos.

 

O que poderia resultar num novo aditivo?

A estrutura de apoio, ela foi projetada para cinco anos. De 2013 para 2018, em função de tudo que ocorreu, nós vamos passar praticamente um ano do prazo. Então, nós determinamos para que a empresa faça a avaliação e verificação dessas estruturas de apoio. Daqui a pouco, essa estrutura de apoio, ela está 100% e não vai precisar adequar nada com relação a esse prazo a mais que ela vai ter que sustentar a ponte, mas daqui a pouco a gente vai ter que fazer algum reforço.

 

A empresa supervisora tem a previsão de quando vai entregar essa análise?

A expectativa é 90 dias, eles já estão trabalhando nessa situação há aproximadamente 30 ou 40 dias.

 

Esse é um risco de aditivo?

Eu estou dando um exemplo. Daqui a pouco, nós vamos avançar na questão da restauração e surge a necessidade de mais alguma adequação de peça ou situações assim. Então, têm algumas peculiaridades em função de ser uma obra de recuperação que tu não tens a visão completa do que está mexendo.

 

Devemos estar preparados para novos aditivos, então?

Pode ocorrer, mas num nível bem menor do que as situações que ocorreram até agora. Bem menor, mas existe a possibilidade de isso ocorrer. Isso a gente tem que deixar claro. Não posso dizer para ti que com tudo que está lá agora nós vamos concluir a ponte. Não tenho condições de afirmar isso tecnicamente.

 

Existe alguma outra situação que pode ter impacto no custo ou no cronograma?

Esse que eu citei (da estrutura de apoio) é o que causaria mais impacto em relação à obra.

 

Ficha técnica da restauração

Valores

  • Empresas: Teixeira Duarte (obra) e RMG Engenharia (supervisão)
  • Orçamento contratado desde 2016: R$ 311.839.398,87
  • Valor já pago: R$ 216.920.097,28
  • Status: 70% concluído

Aditivos no contrato desde 2016 

  • Quantidade: dois (com valores de R$ 11 milhões e R$ 37 milhões).
  • Total: R$ 48.913.963,66

Situação atual: acabamento

  • Atuação em várias frentes com a pintura das grades que vão funcionar de piso, nos viadutos e nos terrenos dos blocos de ancoragens das barras de olhal.

Próxima etapa: automação

  • Deinfra vai receber o plano de mobilidade elaborado pela prefeitura e irá fazer as adequações na estrutura para receber o tráfego de veículos e pedestres.

Novo prazo previsto para a inauguração: segundo semestre de 2019.

A estrutura de apoio: a base possibilita a transferência de carga, a troca de rótulas e a desmontagem e troca de barras de olhal. O material será removido para ser reaproveitado em obras do Deinfra.

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