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Sábado, 17 de Novembro de 2018
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Espaço Material Zoológico da Univille, em Joinville, completa dez anos

No local, estão mais de 30 animais taxidermizados em exposição

Suellen Dos Santos Venturini
Joinville
Luciano Moraes/ND
Animais podem ser visitados pela comunidade


Quatis, lagartos, cachorros-do-mato e outros animais da fauna da região, além de animais marinhos, como lobo-marinho, tartaruga e pinguins. Todos eternizados por meio da taxidermia – técnica de conservação que consiste em remontar animais mortos, vertebrados, para estudos ou exposições. Mais de 30 destes animais empalhados estão em exposição permanente no Espaço Material Zoológico da Univille, em Joinville, que está completando dez anos neste ano.

A coordenadora do espaço e professora de zoologia na Univille, Denise Mouga, defende o projeto como um canal para a educação ambiental. “Nosso trabalho consiste em sensibilizar as pessoas, fazer com que elas conheçam a fauna regional”, afirma. Para isso, além de manter os animais expostos e catalogados, ela coordena uma equipe que faz palestras e leva os animais para serem vistos em escolas da região.

O trabalho também é uma forma de eternizá-los. Os animais que estão na Univille foram encontrados mortos e encaminhados para a universidade pela comunidade. A maioria foi atropelada, mas também há casos de vítimas de caçadores. A universidade recebe os animais que estão em bom estado e os conversa em uma câmara fria.

 

Processo envolve tratamento químico

A taxidermia consiste em retirar os órgãos internos do animal e tratar quimicamente a pele para que ela possa receber enchimento de algodão, fibras e outros materiais. Uma sustentação com arame é feita no lugar dos ossos. Olhos artificiais são colocados no lugar dos verdadeiros. “Com uma boa taxidermia, o animal fica bem bonito. Tudo depende do estado em que foi encontrado”, aponta Denise.

Na universidade, ainda estão congelados mais de 20 animais que devem passar pelo processo.  O trabalho é feito aos poucos pelos alunos e pela professora, de acordo com a disponibilidade de espaço para o animal ser exposto e a sua raridade. “Damos preferência para aqueles que não temos ainda”, afirma Denise.

Puma encontrado em Pirabeiraba está na fila

Luciano Moraes/ND
Puma encontrado em 2012 está na fila da taxidermia


Um puma encontrado atropelado na serra Dona Francisca, em Joinville, em maio de 2012, é um dos animais que está na fila para ser taxidermizado e exposto. Ele é cotado para ser destaque no espaço, mas o setor de zoologia da Univille enfrentará dificuldades para expô-lo. “Ele é um bicho muito grande e precisa de espaço. Além disso, a caixa de acrílico de exposição é muito cara”, explica a professora Denise Mouga.

O animal tem 1,64 metro de comprimento e pesa entre 60 e 80 quilos. Levará vários dias para ser tratado, já que em média um animal do porte de um quati, bem menor, leva um dia para ser taxidermizado. “O trabalho ainda é feito em turno de mais de uma pessoa, porque quando se começa o trabalho tem que ir até o final. O animal não pode ser congelado novamente”, ressalta Denise.    

Ainda de acordo com a professora, hoje o espaço para expor os animais empalhados na Univille é pequeno e nem todos à disposição da universidade cabem na sala de exposição. Existem ideias para mudanças, com fazer um rodízio de animais expostos, mas nenhuma previsão de mudança. 

Serviço
O Espaço Material Zoológico pode ser visitado com a orientação da equipe de zoologia da universidade após o agendamento. O contato para marcar a visita deve ser feito pelo email: visite@univille.br.

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