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Envolvidos na morte de agente prisional são condenados a 96 anos de prisão, em São José

O júri foi desmembrado e, no primeiro julgamento, quatro acusados pegaram 75 anos de reclusão. Nesta sexta-feira (19), o quarto mandante foi condenado a 21 anos de prisão

Colombo de Souza
Florianópolis
19/05/2017 às 17H43
Derru foi condenado a 21 anos e nove meses de reclusão - Flávio Tin/ND
Derru foi condenado a 21 anos e nove meses de reclusão - Flávio Tin/ND


O quarto acusado de ser mandante do assassinato da agente prisional Deise Alves, Rudinei do Prado, o Derru, foi condenado nesta sexta-feira (19), no fórum de São José,  a 21 anos e nove meses de reclusão. O júri foi desmembrado e, no primeiro julgamento, quatro acusados pegaram pena total de 75 anos de prisão. Após a sentença ser lida no júri popular desta sexta, Derru manifestou a vontade de recorrer. A defesa dele será feita pela defensoria pública.

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Deise foi surpreendida numa tocaia, quando chegava em casa no bairro Kobrasol, em São José, dirigindo o Renault Megane da família, na noite de 26 de outubro de 2012. Ela foi morta no lugar do marido, Carlos Alves, que na época era diretor da Penitenciária de São Pedro de Alcântara.

De acordo com os autos do processo, Carlos aplicou regime linha dura na unidade prisional, cortando várias regalias dos detentos. Por conta desta maneira de administrar a penitenciária, ele passou a ser ameaçado de morte pelo Primeiro Ministério do PGC (Primeiro Grupo Catarinense), integrado pelos líderes da organização criminosa da qual Derru fazia parte na época.

No primeiro julgamento, em novembro do ano passado, os réus Evandro Sérgio da Silva, o Nego Evandro; Adílio Ferreira, o Cartucho; Gian Carlos Kazmirski, o Jango; e Marciano Carvalho foram condenados a pena total de 75 anos de reclusão. Com exceção de Marciano, contratato para ser o executor, os demais acusados integravam o Primeiro Ministério e cumpriam pena em São Pedro de Alcântara.

O plano do PGC para executar Carlos Alves foi relembrado na sessão do júri popular desta sexta-feira pelo promotor de Justiça, Jádel da Silva Júnior, que se aproximou do corpo de jurados e reafirmou: “Após o crime, os executores (além de Marciano, havia outros suspeitos não localizados pela polícia) escreveram uma carta à liderança da facção avisando que tinham matado a pessoa errada”.  Apesar de Derru negar que na época pertencia ao Primeiro Ministério, o nome dele aparece na carta endereçada às lideranças, no dia 7 de novembro de 2012, dois meses após o crime. O julgamento foi presidido pela juíza Marivone Koncikoski Abreu.

Deise foi morta em 26 de outubro de 2012 - Arquivo
Deise foi morta em 26 de outubro de 2012 - Arquivo



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