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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Empresários pedem a duplicação da rua Dona Francisca e da Santos Dumont

Cláudio Fernandes
Joinville
Fotos Iran Correia/ND
Carlito explicou aos empresários o motivos da demora da obra na Dona Francisca
Duplicação visa à melhoria do trânsito no eixo industrial Norte

Mais do que apresentar suas ações nos últimos meses, o prefeito Carlito Merss (PT) participou da reunião de segunda-feira (30) na Acij (Associação Empresarial de Joinville) para ouvir sugestões e cobranças da entidade. Sabatinado pelos empresários, Carlito saiu satisfeito do encontro em função da solidariedade e parceria
recebida da classe. Um dos assuntos mais cobrados foi a duplicação da rua Dona Francisca e da avenida Santos Dumont, ambas para melhorar o fluxo no eixo industrial Norte e acessos ao Aeroporto Lauro Carneiro de Loyola e universidades.

“Nosso problema não é a verba para realizar a obra de duplicação. Nossa dificuldade é a mesma de prefeitos de todo o Brasil. São as desapropriações. Não há dinheiro para isso nem conseguimos fazer financiamentos. A solução depende do apoio de empresários e sociedade”, justificou Carlito. O prefeito lembrou que a obra de duplicação da Dona Francisca tem custo estimado em R$ 20 milhões, enquanto as desapropriações chegariam a R$ 25 milhões, num trecho do terminal Norte até a Estrada do Leste. “Sabemos das dificuldades, mas pedimos o compromisso do prefeito e do governo do Estado com esta obra que barra o crescimento da cidade. Uma das nossas sugestões seria a estadualização, para facilitar investimentos estaduais”, propôs o presidente da Acij, Carlos Rodolfo Schneider.

Outra sugestão da Acij e aceita por Carlito é a formação de uma comissão comunitária, com empresários, para fiscalizar a execução e a qualidade das obras públicas. “Para nós, será um prazer formar esta comissão. Nosso desafio é que a primeira obra a ser visitada pela comissão seja a Arena Joinville”, pediu Carlito, destacando as péssimas condições do estádio, que tem somente sete anos de uso. Para auxiliar no desenvolvimento deste grupo, Schneider entregou ao prefeito a cópia do decreto de criação de comissão comunitária.

Carlito falou ainda das obras em andamento, além da greve e do comprometimento com a folha de pagamento, que alega estar no limite determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Schneider aprova a iniciativa da Prefeitura, para economizar R$ 10 milhões neste ano para destinar a investimentos. “A necessidade de mais investimentos é indiscutível em todos os setores e isso depende de compromisso”, ressaltou.

O aeroporto e o ILS

Outro assunto muito discutido foram as obras de ampliação do Aeroporto Lauro Carneiro de Loyola e a demora na instalação do ILS (Instrument Landing System). O secretário de Desenvolvimento, Rodrigo Thomazi, apresentou um cronograma que indica que até julho devem começar as desapropriações das áreas necessárias para a ampliação. Esse processo deve estar concluído até fevereiro de 2012, mas as obras físicas precisam começar antes.

“A retificação (mudança do curso) do rio Cubatão deve começar antes de dezembro, mês em que vence a licença ambiental. O contorno rodoviário precisa iniciar até janeiro de 2012, quando também vence a licença ambiental. Caso os trabalhos não comecem neste prazo, todo o processo de licenciamento precisará ser refeito”, explicou Thomazi.

A ampliação da pista e a construção do novo terminal de cargas devem ser executadas em paralelo, com investimentos da Infraero. Quanto ao ILS, que auxilia os pilotos em pousos e decolagens, o atual cronograma indica que só funcionará em dezembro de 2012. Nas próximas semanas, tanto a Acij quanto a Prefeitura farão novas visitas a Brasília, na tentativa de antecipar para o primeiro semestre de 2012.

Joyce R. Giotti/ND
Obras de ampliação de aeroporto devem iniciar no final do ano
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