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Embaixada brasileira buscará novos negócios com a Dinamarca

Embaixada quer elevar cooperação em diversas áreas, que pode beneficiar Florianópolis

Rodrigo Cardozo, especial para o ND
Copenhague, Dinamarca
21/08/2018 às 12H01

Tem empresa de tecnologia, de operação de portos e até de produção de insulina. São mais de 100 companhias dinamar­quesas que operam no Brasil atualmente. E há potencial para aumentar esses investi­mentos. O embaixador do Bra­sil na Dinamarca, Carlos Para­nhos, garantiu que vai ampliar o diálogo e a negociação com os dinamarqueses para que esses negócios sejam incrementados, o que pode beneficiar Florianó­polis e Santa Catarina.

A afirmação foi dada duran­te um encontro com a Missão Catarinense na sede da Embai­xada, no Centro de Copenhague. “A Embaixada abrirá canais em diferentes áreas, no turismo, planejamento urbano, valoriza­ção de áreas degradadas, tecno­logia, e vamos trabalhar nesse sentido”, afirmou Paranhos.

Um desses canais já foi efe­tivado, com uma reunião entre o ministro do Turismo, Vinícius Lummertz e empresários locais para tentar atrair investimen­tos em Santa Catarina.

Vinicius Lummertz (ao centro) e Carlos Paranhos (à dir), durante encontro com a Missão Catarinense - Embratur/Divulgação/ND
Vinicius Lummertz (ao centro) e Carlos Paranhos (à dir), durante encontro com a Missão Catarinense - Embratur/Divulgação/ND



A agenda da missão incluiu uma palestra com o arquiteto Jan Gehl. Aos 81 anos, Gehl é con­siderado referência mundial em urbanismo para pessoas. Ele, que escreveu o livro “Cidades para as pessoas”, atuou em cidades como Copenhague, Moscou e Melbour­ne e garante que o modelo ga­rante habitantes mais felizes, en­gajados e saudáveis. O resultado é uma cidade mais feliz.

O poder público, em Co­penhague, entra no processo como regulamentador do que pode ou não pode ser feito na cidade, antes de os investido­res começarem a construir os empreendimentos. A arquiteta Tina Saaby, chefe do setor na capital dinamarquesa, afirma que “o envolvimento político é muito importante para trans­formar as cidades, inclusive a longo prazo, para criar visões que possam durar longos perí­odos. E isso estamos debatendo em Copenhague”.

Embratur apresenta o Brasil a operadores  dinamarqueses

O encontro também con­tou com a presença do ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, e operadores turísticos dina­marqueses. A ideia foi apre­sentar o potencial turístico de Santa Catarina e do Brasil, e atrair turistas do país nórdico, que ainda não vêm em gran­de quantidade para o país. Em 2017, 18 mil brasileiros visita­ram a Dinamarca, segundo a Embaixada Brasileira no país.

Para este incremento, desa­fios precisam ser superados. A ausência de linhas aéreas dire­tas da Dinamarca para o Brasil, é um deles. É preciso também ampliar a promoção do Bra­sil no país nórdico. “Primeiro é preciso conhecer mais o país e as oportunidades que temos lá. Hoje sabemos do Rio de Janei­ro, do Carnaval, da Amazônia. Há muito mais para conhecer sobre o Brasil. Fazer com que as pessoas conheçam isso e to­das as possibilidades farão com que mais gente vá ao país”, afir­ma Christian Tange, proprietá­rio de agência de viagem em Copenhague.

Operador turístico, Christian Paulicke afirmou que a reunião foi produtiva. “É uma forma de vocês conhecerem nossas de­mandas, o que nossos clientes precisam e pensar uma forma de como viajarmos para o Bra­sil”, ressaltou. Para o assessor de Gestão Estratégica da Em­bratur, Rafael Felismino, o en­contro ressaltou a importância turística da Dinamarca e dos demais países da Escandinávia (Suécia, Noruega e Finlândia) para o Brasil, conhecer as ne­cessidades dos turistas destas nações e oferecer experiências cada vez mais interessantes para este público.

 

 Diário de Bordo, por Rodrigo Cardozo

 Antigo e moderno: simbiose perfeita

Parque Tívoli. Passear pelas ruas de Copenhague é sempre um espetáculo à parte. Após o encontro no escritório de arquitetura de Jan Gehl, a comitiva catarinense foi a pé para os hotéis. Momento para aproveitar o caminho e contemplar um pouco de uma cidade tão cheia de história. Afinal, são quase 900 anos de existência. O antigo e o moderno formam uma simbiose perfeita por aqui. Bem perto da sede da Embaixada Brasileira fica o Parque Tívoli. É nada mais e nada menos do que o mais antigo do mundo, construído em 1843. Além de brinquedos para a criançada, o parque também tem uma área verde, que é um convite para famílias relaxarem e se divertirem.

Foco nas pessoas. Caminhando pela cidade, em outro ponto, é possível ver, ao lado de lojas de marcas famosas, grifes consagradas dos mais diversos setores, o edifício Rådhus, sede da prefeitura da cidade, com a estátua dourada do bispo Absalon, fundador de Copenhague. Nas ruas onde apenas a circulação de pedestres é permitida, o agito de um dia de semana. Gente para todos os lados. Um formigueiro humano característico de uma metrópole focada nas pessoas.

Etnias. Aqui é possível ver outro tipo de contraste, fácil de presenciar nas ruas da capital dinamarquesa: o das etnias. Turistas vêm de todos os lugares. Grupos de chineses aparecem aos montes, ao lado de turistas europeus, americanos. Os muçulmanos também são frequentemente vistos por aqui, com todo o estilo cultural peculiar que caracteriza esta comunidade. E a Dinamarca abraça as diferentes etnias de uma forma muito especial. Bom para o mundo!

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