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Em nome das alianças, em SC Amin e Bauer recuam diante dos projetos de Mariani e Merísio

João Paulo Kleinübing (DEM) será o vice de Merísio e Napoleão Bernardes (PSDB) o de Mariani; Amin e Bauer ficaram com vagas ao Senado

Fábio Bispo
Florianópolis
06/08/2018 às 07H53

“Prevaleceu o candidato mais persistente”. O comentário no corredor da sede do PSD logo após o anuncio da coligação que confirmou o nome de Merísio ao governo do Estado sintetiza o último fim de semana para a homologação das candidaturas em Santa Catarina. Os movimentos de última hora confirmaram algumas tendências, mas também trouxeram surpresas. As indefinições que cercavam os maiores partidos do Estado e as possíveis coligações acabou com a retirada de duas candidaturas ao governo —Amin e Bauer— e com um acréscimo de nomes de peso ao Senado. O PSDB, um dos fieis da balança para o fechamento das chapas, cedeu a candidatura própria e ficou com o MDB, movimento seguido pelo PP, que firmou aliança com o PSD. O fim de semana também marcou a homologação das candidaturas à presidência da república.

Mariani e Merisio - Marco Santiago/ND
Mariani com o governador em exercício, Pinho Moreira e Merisio com a prefeita de São José, Adeliana Dal Pont- Marco Santiago/ND


No MDB a confirmação de Mariani foi mais tranquila. Mas a indicação do vice, que acabou ficando com o ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes (PSDB), foi uma incerteza até os últimos momentos. “Era a opção que nós sempre tivemos para esta eleição. Historicamente, MDB e PSDB têm tradição na aliança política em Santa Catarina”, disse Mariani após a confirmação da aliança, no diretório do partido em Florianópolis.

A composição do PSDB com o MDB acabou tirando Paulo Bauer da disputa ao governo, candidatura tida como certa e inegociável pelo próprio senador até semana passada. O senador, agora, concorre a reeleição na chapa que ainda conta com o nome de Jorginho Melo (PR) também ao Senado. Além de PR e PSDB, a coligação do MDB fechou aliança com apoio do PR, PPS, PTC, PTB, PRTB, PSDC e AVANTE.

O senador Dário Berger, que chegou a ser cogitado na pré-campanha como nome ao governo do Estado, disse que a indicação de Mariani foi a melhor escolha para o partido nessas eleições. “Eu digo que neste momento o Mariani é o candidato mais preparado para essas eleições”, afirmou.

Amin, que liderava as pesquisas no Estado, também recuou em nome da aliança com Merísio do PSD. As idas e vindas na pré-campanha já tinham aproximado os dois partidos, mas a aliança chegou a ficar comprometida quando Amin manteve sua pré-candidatura ao governo. Por fim, após confirmado e assinado o apoio com o PSD, Amin disse que a decisão do PSDB em ficar com o MDB pesou. O rearranjo acabou colocando o DEM, que já tinha selado compromisso com o PP, como vice na chapa de Merísio, com a indicação do deputado federal João Paulo Kleinübing.

Depois de discursar para correligionários ao lado e dos principais nomes da chapa no diretório do PSD, Merísio brincou e disse que iria correndo homologar a ata que selava a aliança com o maior número dessas eleições que inclui, além do PSD, DEM e PP, o PSB, PDT, Podemos, Solidariedade, PRB, PSC, PROS, PCdoB e PHS.

PT lança Décio e MDB confirma Mariani no último fim de semana das convenções em SC

O PT oficializou neste domingo (5) o deputado federal Décio Lima na disputa pelo governo de Santa Catarina. O nome já era anunciado na pré-campanha e foi homologado com a confirmação da ex-senadora Ideli Salvatti e do ex-desembargador Lédio Rosa como candidatos ao Senado pelo partido. O partido não revelou, no entanto, o nome do vice na chapa de Décio, que só deve ser oficializado nesta segunda (6). 

Décio Lima é homologado ao governo do Estado - Denner Ovídio/Divulgação/ND
Décio Lima é homologado candidato ao governo do Estado - Denner Ovídio/Divulgação/ND


No evento do PT também foi transmitida mensagem da homologação da candidatura de Lula, com a exibição de um vídeo com a carta do ex-presidente ao povo brasileiro e catarinense. “Santa Catarina precisa de um novo projeto com inovação e renovação”, afirmou Décio antecipando como proposta de campanha dobrar o piso do magistério, criar um sistema único de segurança pública, melhor gestão na Saúde e fortalecer a agricultura familiar.

Já na Alesc, em Florianópolis, Mauro Mariani foi oficializado diante de quatro mil simpatizantes que participaram da maior convenção desta eleição. “Eu quero destacar a força da nossa militância, que lotou esse auditório para mostrar a potência que é o nosso partido e o respeito que impõe aos nossos adversários. São mais de 50 anos de história aqui em Santa Catarina, e há muito tempo que eu não sentia o MDB com essa unidade” disse Mariani.

DEM, PSOL, PR e PSL também realizaram suas convenções no fim de semana. Desses, PSOL e PSL homologaram candidatos ao governo do Estado. DEM e PR aprovaram coligação nas chapas do PSD e MDB reespectivamente. 

PSL: O PSL anunciou o comandante Carlos Moisés da Silva ao governo do Estado. O coronel da reserva terá a advogada Daniela Reinehr como vice. Para o Senado, foi confirmado o nome de Lucas Esmeraldino, presidente estadual da sigla.

Psol: A convenção conjunta da coligação PSOL e PCB iniciou no domingo homenagem a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, assassinada há 144 dias. A convenção confirmou Leonel Camasão ao governo do Estado e Carol Bellaguarda como vice. Os professores Antônio Campos, de Chapecó, e Pedro Cabral, de Florianópolis, foram homologados candidatos ao senado.

PR: O PR decidiu não lançar candidato ao governo de Santa Catarina para apoiar Mauro Mariani, oficializado pelo MDB. O partido homologou a candidatura de Jorginho Mello ao Senado.

DEM: A convenção do Democrata que havia confirmado João Paulo Kleinübing para vice-governador na chapa de Esperidião Amin (PP) acabou homologando o deputado federal concorre como vice de Merísio, após Amin desistir de concorrer ao governo para se candidatar ao Senado.

 

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