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Em Florianópolis, consumidores recebem dicas de controle financeiro no Dia do Economista

Para orientar as pessoas sobre a economia familiar e a utilização de créditos oferecidos por bancos, o Corecon-SC distribuiu 1 mil cartilhas no Largo da Alfândega

Michael Gonçalves
Florianópolis
13/08/2018 às 21H54

A administradora Marlene Veloso Vicente, 58 anos, alimenta o sonho de conhecer Salvador (BA). O problema é a falta do controle financeiro da família que mora no bairro Campinas, em São José. Para orientar Marlene e centenas de consumidores sobre economia familiar e como utilizar os créditos oferecidos pelos bancos, o Corecon-SC (Conselho Regional de Economia) distribuiu 1 mil cartilhas nesta segunda-feira (13), no Largo da Alfândega, em Florianópolis, data em que se comemora o Dia do Economista. O Brasil tem mais de 63 milhões de consumidores com o nome sujo no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Em julho, o SPC registrou o crescimento de 18,87% no número de consumidores inadimplentes na capital catarinense.

Para realizar o sonho de ir a Salvador, Marlene precisa de disciplina - Daniel Queiroz/ND
Para realizar o sonho de ir a Salvador, Marlene precisa de disciplina - Daniel Queiroz/ND


O presidente do Corecon-SC, Alexandre Flores, explica que o objetivo é demonstrar para a população que um consumo consciente e planejado é possível, porque traz tranquilidade e qualidade de vida. “As pessoas endividadas ou com falta de dinheiro têm condições de melhorar a distribuição da renda familiar. O primeiro passo é reunir a família e colocar no papel todas as rendas e todas as despesas que serão rateadas. E verificar os hábitos de consumo que podem ser melhorados, como transporte, lazer e alimentação”, diz. Flores também lembra que a portabilidade do crédito é uma opção para reduzir os juros de uma dívida.

Para colaborar com o consumidor, que não tem o hábito de anotar ganhos e despesas, as cartilhas do Corecon têm as planilhas e as dicas para um consumo consciente. O correto é elaborar uma planilha com as receitas, que é quanto à família recebe por mês, e outra com todos os pagamentos durante o mesmo período. Assim, a receita não pode ser inferior aos pagamentos.

Sem o hábito de detalhar os gastos, Marlene é mais uma vítima do consumismo. “Sei que a gente precisa ter uma reserva financeira para imprevistos e para realizar os nossos sonhos, mas não consigo guardar. O meu sonho é conhecer Salvador, mas sempre acabo comprando além da minha capacidade e o dinheiro nunca sobra. Espero que a cartilha me ajude a ser mais disciplinada”, conta a administradora.

Portabilidade do crédito é opção para reduzir os juros da dívida

Casado e com um filho recém-nascido, o mecânico Romário Santos, 25 anos, também tem dificuldade para pagar as contas em dia no final do mês. Mesmo com o auxílio da renda da mulher, a família teve gastos além do normal com a chegada do filho.

O mecânico aproveitou um tempinho no caminho à maternidade para buscar dicas com o Corecon para melhorar a gestão da renda familiar. “Temos uma programação, mas os imprevistos acontecem todos os meses e a gente tenta administrar até que perde o controle. Também não tenho o hábito de anotar as despesas, mas vou sugerir está alternativa à minha esposa”, diz.

Com filho recém-nascido, Romário Santos procurou dicas para melhorar a gestão da renda familiar - Daniel Queiroz/ND
Com filho recém-nascido, Romário Santos procurou dicas para melhorar a gestão da renda familiar - Daniel Queiroz/ND


Para o economista Alexandre Flores, o bombardeio de ofertas e de novidades resulta na formação de uma geração que consome por impulso. Apesar disso, ele acredita que com planejamento, seriedade e consciência o consumidor pode avaliar o momento certo para a compra. “Quem está endividado no crédito rotativo do cheque especial ou cartão de crédito deve redirecionar a dívida para outra oferta de crédito mais barata. A outra opção é tentar negociar esse débito com outra instituição financeira, que tenha a taxa de juros menor, para portabilizar o crédito de um banco para outro”, sugere.

Principais sintomas de um endividado

  • Saldo devedor constante em conta corrente (cheque especial)
  • Usar um cartão de crédito para pagar outro
  • Pagar somente o valor mínimo do cartão de crédito
  • Desconhecer o valor total da sua dívida
  • Receber ligações ou cartas de credores a respeito de pagamentos vencidos
  • Frequentemente pagar as contas com atraso
  • Receber negativa em uma proposta de crédito
  • Ter despesas mensais superior aos rendimentos
  • Usar cartão de crédito sem ter certeza que conseguirá pagar.

Fonte: Corecon-SC

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