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Quarta-Feira, 26 de Setembro de 2018
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Doenças do coração lideram a causa de morte em Joinville

No ano passado, 781 pessoas morreram devido a este tipo de enfermidade na cidade

Suellen Dos Santos Venturini
Joinville
Fabrício Porto/ND
Atividade física ajuda no tratamento de doenças cardiovasculares

 

Em 2013, assim como em anos anteriores, as doenças cardiovasculares aparecem como vilãs, em primeiro lugar. Os dados que apontam o quadro são da Secretaria Municipal de Saúde e mostram que, apesar de nos últimos três anos as mortes por doenças ligadas ao coração terem apresentado recuo, ainda lideram o ranking de mortalidade em Joinville, seguido dos tumores, doenças respiratórias e causas externas.

De acordo com o chefe do setor de cardiologia do Hospital Regional de Joinville esse é um quadro semelhante ao observado no ranking brasileiro. “Infelizmente, essa é uma realidade nacional. Embora nos países desenvolvidos os fatores de risco sejam maiores do que observamos em países em desenvolvimento como o Brasil, aqui o tratamento não é tão qualificado, por isso as pessoas morrem mais”, explica o médico Conrado Roberto Hoffmann.

A análise da Secretaria Municipal de Saúde de Joinville sobre o levantamento é de que a cidade tem um perfil semelhante ao de regiões mais desenvolvidas do mundo, já que a mortalidade atinge mais pessoas acima dos 60 anos do que menores de dez.

A causa das enfermidades do coração, os fatores de risco mencionados pelo médico, são geralmente a soma de maus hábitos e falta de tratamento de doenças como diabetes e hipertensão.

“A verdade é que estamos fazendo muita coisa errada. Na cardiologia trabalhamos com a realidade de que de 1.000 pessoas que são hipertensas, por exemplo,  só 500 sabem disso. Dessas, 200 tratam e apenas 125 ou menos estão com os índices de pressão adequados”, ressalta Hoffmann.

Segundo o chefe do setor de cardiologia, para prevenir as enfermidades do coração é importante diagnosticar e tratar doenças e passar longe do sedentarismo. “O ideal é que a pessoa faça exercícios regularmente, de três a quatro vezes na semana, mantenha a pressão e colesterol em índices adequados e procure reduzir o estresse.”

Evitar o sedentarismo é o que tem feito um grupo de 15 mulheres acima dos 50 anos no bairro Fátima, zona Sul de Joinville. Elas se reúnem de segunda a sexta, sempre pela manhã, na praça Padre Érico para jogar peteca. Como estão no grupo de risco das doenças de coração, que afetam principalmente maiores de 60 anos, elas não querem arriscar se tornar números das estatísticas e se divertem com o exercício.

Sônia Regina Tomaz, 53 anos, foi diagnosticada com diabetes há cinco anos. Na mesma época, o grupo começou a se reunir e a atividade física passou a fazer parte do tratamento. “Todo mundo que participa aqui está tratando alguma coisa e também vem para não ter depressão, divertir-se um pouco”, conta.

Fabrício Porto/ND
Com 72 anos, Inês sentiu a qualidade de vida melhorar com os exercícios


Reflexo na qualidade de vida

A atividade física ajuda a manter o corpo saudável e a mente também. Inês de Miranda Reinert, que tem 72 anos, é prova disso. A aposentada é a mais velha das participantes do grupo de peteca no bairro Fátima, e também uma das mais animadas durante o jogo. Ela revela que tem problemas de saúde, mas não se dá por vencida. “Meu médico disse que meu coração não está muito legal, mas eu conserto ele aqui”, afirma.

Em cinco anos jogando peteca com o grupo, ela sentiu a qualidade de vida melhorar. “Eu não senti mais dores no corpo”, conta. Para Sandra de Oliveira, 53 anos, os resultados dos exercícios foram rápidos. Em menos de dois meses participando do time de peteca, ela parou de sentir dores na mão, que a incomodavam há anos. “Eu tinha um volume na mão direita, uma espécie de calombo e foi eu começar a exercitar e parou”, afirma.

Agora, o desejo do grupo é incentivar outras pessoas, de todas as idades, a começar a jogar peteca também. “Queremos fazer torneios, jogar com mais pessoas”, diz Sônia. E para os mais novos, ela deixa a dica: “É bom se exercitar desde novo, não deixar as doenças chegarem para começar.”

 

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