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Segunda-Feira, 12 de Novembro de 2018
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Desânimo na indústria catarinense

Isabella Mayer de Moura
Joinville

O ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) de Santa Catarina melhorou neste mês, em comparação com maio. Saiu de 44,6 para 46,6 pontos, mas ainda está baixo (considerando que quando o resultado é inferior a 50 pontos demonstra falta de confiança na economia). Desde abril, o ICEI catarinense começou a apresentar queda e está mais baixo do que o índice que mede a confiança do industrial no cenário nacional. Neste mês, o ICEI do Brasil ficou em 47,5 e está há sete meses negativo.

"Isso é o reflexo do baixo crescimento da economia, preocupação em relação à inflação, ao futuro do setor elétrico. Existe uma apreensão por parte dos industriais em relação ao futuro da economia no país", explicou Glauco José Côrte, presidente da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina).

Nos primeiros quatro meses deste ano, Santa Catarina apresentou um pequeno crescimento de 0,1%, mas o suficiente para ter melhor desempenho do que Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. Mesmo com este quadro negativo, Santa Catarina liderou o ranking de geração de empregos de janeiro a abril no setor industrial.

"Estamos em ritmo desacelerado, este é um ano de pouco crescimento. Nos últimos anos o governo privilegiou o consumo, em detrimento de investimentos. Agora as pessoas estão endividadas e não há como aumentar o nível de consumo. Além disto, o alto custo da produção no país, os encargos e a legislação trabalhista ultrapassada contribuem para que este índice esteja negativo", observou Corte.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega prometeu que hoje anunciará medidas de incentivo à indústria brasileira. Côrte acredita que entre as possibilidades, podem ser anunciadas a volta do Reintegra (Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras) e uma revisão do pagamento de tributos, que não acompanham o fluxo de recebimento das indústrias e as obriga a utilizar capital de giro ou fazer empréstimos para pagá-los.

Apesar desta desconfiança do setor, Côrte acredita que a indústria catarinense deve fechar 2014 com um crescimento tímido, tanto em produção, quanto exportação e vendas. "Pelos dados que temos, podemos dizer que haverá um crescimento discreto e no próximo ano o setor terá mais espaço para crescer".

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