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Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2018
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Curta catarinense concorre ao Kikito de Ouro em Gramado

“Qual Queijo Você Quer?”, curta-metragem da jovem cineasta Cíntia Domit Bittar, é o único representante de Santa Catarina

Redação ND
Joinville
Divulgação/ND
Longa conta história de casal que vive um pé de guerra

 

Nunca é tarde para amar. Muito menos para brigar. Margarete já é uma velha senhora, uma mulher assim como todas as outras de tantas idades cuja paciência um dia chega ao limite: bastou um queijo para a faísca virar incêndio.

“Qual Queijo Você Quer?”, curta-metragem da jovem cineasta Cíntia Domit Bittar, 25, será exibido na quarta-feira, 10, na 39a edição do Festival de Cinema de Gramado. É o único representante catarinense na mostra e tem grandes chances de levar o cobiçado prêmio Kikito de Ouro.

O vídeo de 11’42’’ narra a história de uma idosa que tem um ataque súbito de raiva quando o marido pergunta a ela se pode trazer um queijo da venda. O pedido transforma-se no ponto de partida para uma discussão existencial sobre o convívio do casal por décadas, os planos não realizados e os sonhos que não viveram.

“Ninguém imagina que os velhinhos também ‘fecham o pau’. Busquei o inusitado, para mostrar idosos não apenas como doces e intocáveis avós, mas como um casal, homem e mulher com suas diferenças”, afirma Cíntia.

Com forte pegada tragicômica, o curta venceu o Prêmio Armando Carreirão 2010 (Edital Funcine), e foi concluído em junho passado, com produção da Novelo Filmes. “Quando inscrevi o roteiro já pensei no orçamento, queria mostrar uma história simples e dentro da verba de R$ 30 mil que recebemos através do edital”, conta a cineasta.

A ideia do roteiro surgiu de reuniões de criação, que Cíntia mantém desde os tempos de faculdade, e de histórias de pessoas diferentes que se entrelaçam de alguma forma. “Gosto de personagens melodramáticos”, diz Cíntia.

Depois que leu num blog a notícia de um casal idoso, na casa dos 90 anos, em que o marido perdeu o controle e esganou a mulher (“Deve ter sido a gota d’água”, diz ela), e juntando à história dos avós paternos, que adoram jogar baralho, e uma conversa que certa vez teve com a avó materna, 84, que se questionava sobre as tantas coisas que gostaria de ter feito, foi surgindo o roteiro.

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