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Crime mais violento em Florianópolis neste ano ainda é cercado de mistério

Os amigos João Vitor de Oliveira Padoin, 20; Luiz Felipe Feitosa, 24; e Rogério Nogueira, 39; foram executados no Beco do Júlio, no Morro da Caixa com mais de 50 tiros

Colombo de Souza
Florianópolis
18/03/2018 às 14H58

O crime mais violento des­te ano em Florianópolis ainda é cercado de mistério e medo. Con­sumidores que vão ao Morro da Caixa, na Capital, comprar droga durante a madrugada, teriam presen­ciado às 4h de 18 de fevereiro uma cena jamais vista na avenida Ivo Silveira: mais de 10 homens en­capuzados e armados de pistola calibres 9mm e .40 levando três reféns, com as mãos na cabeça, para serem assassinados.

Neste domingo (18) completa um mês que João Vitor de Oliveira Padoin, 20; Luiz Felipe Feitosa, 24; e Rogério Nogueira, 39; foram executados no Beco do Júlio. O lo­cal é um dos pontos de venda de drogas mais rentáveis, contro­lado pela facção criminosa PGC (Primeiro Grupo Catarinense). Os quatro amigos eram de outro Estado e estavam há pouco mais de dois meses em Florianópolis.

Nogueira era paranaense e os demais paulistas. Eles mora­vam em duas quitinetes, no ou­tro lado da Ivo Silveira, bem em frente a um ponto de drogas. De acordo com o delegado da Ho­micídios, Ênio de Oliveira Mattos, apenas um deles tinha passagens po­liciais.

João Vítor era caixa de um supermercado em Coqueiros e querido pelas colegas de traba­lho. As amigas contam que ele faz muita falta, mas estão proi­bidas de falar sobre o assunto no ambiente de trabalho.

Entretanto, o que vem intri­gando a polícia é que nenhum deles teria envolvimento com or­ganizações criminosas. Luís Felipe Feitosa, por exemplo, era forma­do em educação física. Os três amigos foram atingidos com diversos tiros, que deixaram os rostos irre­conhecíveis.

Poucas pistas para a polícia 

As únicas teste­munhas mais próximas se­riam viciados em crack que vagam a madrugada pedindo dinheiro para consumidores de cocaína. O delegado Ênio e sua equipe têm ido constantemente ao morro, mas as investigações não avançam. “Ninguém fala. Oficialmente, nada no papel, porque não querem ser o próximo a morrer”.

O delegado tenta montar o que­bra-cabeça para entender a motivação: “Há possibilida­de de, pelo fato de eles serem de São Paulo e Paraná, os as­sassinos podem ter relacio­nado este fato com a facção paulista PCC, que é forte nes­tes dois estados”, comentou.

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