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Construídos os primeiros 500 metros do emissário para despoluição da Beira-Mar na Capital

Presidente da Casan, engenheiro Valter Gallina, fez nesta segunda-feira (2) a primeira inspeção técnica nas obras do projeto de balneabilidade da Beira-Mar Norte

Michael Gonçalves
Florianópolis
02/04/2018 às 20H54

O presidente da Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento), Valter Gallina, fez nesta segunda-feira (2) a primeira inspeção técnica nas obras do projeto de balneabilidade da baía Norte, no trecho da avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis. Na companhia do diretor de operações, Paulo Meller, e dos engenheiros Jair Sartorato e Alexandre Trevisan, Gallina acompanhou o andamento da construção do emissário terrestre, entre o GBS (Grupamento de Busca e Salvamento) e o bolsão do Koxixo´s. Dos 3.400 metros de tubulações, o consórcio CFO/Fast já construiu 500 metros, do GBS ao trapiche da Beira-Mar.

Despoluição da Beira-Mar em Florianópolis - Marco Santiago/ND
O sistema de balneabilidade que será implantado na baía Norte consiste no tratamento das galerias de rede pluvial  - Marco Santiago/ND

Gallina reafirmou que a obra está no prazo e o sistema da URA (Unidade Complementar de Recuperação Ambiental) deve entrar em funcionamento nos próximos três meses. “As pequenas estações elevatórias nos 15 canais de drenagem já estão sendo construídas na fábrica. A URA também está sendo fabricada, mas começaremos a construção das elevatórias nos meses de julho e de agosto, porque é época de maré mais baixa. A inauguração deve ocorrer de outubro a novembro e, depois de três meses, deveremos ter a recuperação ambiental desta área”, explicou.

O sistema de balneabilidade que será implantado na baía Norte consiste no tratamento das galerias de rede pluvial. Além da água da chuva, a rede também recebe ligações clandestinas de esgoto de alguns imóveis. Com o tratamento da água dessas galerias, que serão transportadas até a URA, o objetivo é recuperar a balneabilidade do trecho.

Desde quando o IMA (Instituto Estadual do Meio Ambiente) começou a fazer os testes de balneabilidade, o único ponto de coleta na Beira-Mar Norte sempre esteve impróprio. “São 3.400 metros do emissário terrestre e já construímos cerca de 500 metros. O tempo chuvoso pode atrapalhar o andamento da obra, porque estamos trabalhando com escavação de terra. Por enquanto, estamos além das expectativas”, afirmou o superintendente da Grande Florianópolis da Casan, Jair Sartorato. A intenção é que a região tenha um índice de no máximo 800 Escherichia Coli por 100 mililitros de água, o padrão utilizado pelo IMA.

Sistema de balneabilidade que será implantado na baía Norte  - Marco Santiago/ND
Despoluição da Beira-Mar em Florianópolis - Marco Santiago/ND



Equipamento tratará 13 milhões de litros por dia

O projeto dos engenheiros Rodrigo Maestri, Jair Sartorato e Alexandre Trevisan consiste em transportar os efluentes das galerias por meio dos emissários terrestres até a URA, que tratará a água contaminada.  O equipamento terá capacidade de tratar até 13 milhões de litros por dia.

Serão 15 pequenas estações conduzindo a mistura de chuva com esgoto até a URA Beira-Mar. Desinfetada e clarificada, a água será devolvida à baía Norte. “Com o sistema entrando em operação, já deveremos perceber os primeiros sinais positivos. Mesmo tendo que esperar por cinco análises do IMA, o ambiente é favorável. Apesar de ser uma baía, a depuração natural é boa e esta água sendo tratada a tendência de recuperação será bastante rápida”, afirmou o engenheiro químico da Casan, Alexandre Trevisan.

Vale lembrar que todo o Centro tem a coleta e o tratamento de esgoto e, mesmo assim, uma pequena quantidade de esgoto ainda corre pela rede pluvial. Esse é o foco para a despoluição da Beira-Mar Norte. O valor da obra é de R$ 24,5 milhões.

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