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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Comerciantes criticam corte de vagas de estacionamento na Getúlio Vargas

Depois da faixa exclusiva para ônibus, estacionamentos darão lugar a ciclovia

Redação ND
Joinville
Fabrício Porto/ND

"O comércio vai ser duramente prejudicado e, além disso, onde já se viu uma ciclovia do lado de corredor de ônibus? É muito perigoso”, diz Antônio João de Oliveira, comerciante

 

O último dia de fevereiro trouxe mudanças para quem trafega, mora ou possui comércio na região da avenida Getúlio Vargas. O trânsito intenso já é realidade nas principais vias de Joinville, e a avenida, que liga as zonas Norte e Sul da cidade, sofre constantemente com engarrafamentos. A implantação da faixa exclusiva para ônibus saiu do papel. Ontem, o corredor que já havia sido anunciado e estava sendo implantado – com a realização da sinalização – desde a semana passada, começou a receber o trânsito exclusivo dos ônibus.

A medida, que faz parte do cronograma de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), tem como objetivo ampliar a mobilidade do transporte coletivo na cidade, mas tem dividido a opinião dos joinvilenses. Já anunciada pela Fundação Ippuj (Instituto de Pesquisa e Planejamento para o Desenvolvimento Sustentável de Joinville), a avenida deverá passar por novas obras até o meio deste ano. E é esta etapa dos trabalhos na via que incomoda o comerciante Antônio João de Oliveira, dono de uma loja na avenida Getúlio Vargas há 23 anos.

Para ele, o corredor de ônibus é necessário para a fluidez do trânsito, apesar dos protestos de alguns motoristas que trafegam pela avenida. Mas, a retirada das vagas de estacionamento, que agora ficam ao lado da faixa exclusiva, para a implantação de ciclovias é, segundo ele, prejudicial para o comércio e perigosa para os ciclistas. “O comércio vai ser duramente prejudicado e, além disso, onde já se viu uma ciclovia do lado de corredor de ônibus? É muito perigoso”, destaca.

Oliveira, que trabalha há mais de duas décadas próximo ao hipermercado BIG, afirma que a via já passou por problemas de adaptação e reprovação dos comerciantes quando se tornou mão única. Agora, segundo ele, os clientes terão que “caçar” vagas nas ruas laterais que já estão sobrecarregadas com os trabalhadores, pais e estudantes do colégio que fica na região.

 

Ligação com outras faixas exclusivas


Há quem considere como necessárias todas as obras de mobilidade na região. A avenida agora faz a ligação dos corredores exclusivos para ônibus já existentes desde a avenida Juscelino Kubitscheck até a rua Santa Catarina.
Para o taxista João de Souza, que trabalha há três anos em frente ao Hospital Municipal São José, a obra completa privilegia a coletividade. “Todas as pessoas têm o direito de usufruir da via. Existe espaço para motorista, para pedestre, por que não para quem utiliza o transporte coletivo e a bicicleta como meio de transporte?”, questiona.

Souza, que ouve muitas histórias dos passageiros e de quem frequenta o hospital, diz que ainda não ouviu reclamações da implantação, mas acredita que a retirada do estacionamento será a maior fonte de protestos. Ele avalia, ainda, que a adaptação da avenida colabora para que o trânsito possa fluir com mais leveza. “No horário de pico essa rua fica entupida de veículos. Se as pessoas pensam que o corredor atrapalha, é só elas analisarem o espaço que um ônibus utiliza na via e como eles podem se locomover com maior rapidez com o espaço exclusivo, desafoga o trânsito”, destaca.

Atualmente, Joinville possui 15 quilômetros de corredores de ônibus e, segundo o presidente do Ippuj, Vladimir Tavares Constante, a implantação da faixa exclusiva para o transporte coletivo reduzirá em aproximadamente quatro minutos a viagem de ônibus em um trecho que, antes, demorava cerca de 15 minutos.

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