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Sexta-Feira, 18 de Agosto de 2017
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"Chuville" já registra 40 dias seguidos com chuva

Próximos 15 dias em Joinville serão de chuvas frequentes com poucas e tímidas aberturas de sol, aponta a meteorologia

Adrieli Evarini
Joinville
Carlos Jr./ND
Frequência da chuva em Joinville traz incômodo aos moradores da cidade 

 

Até a manhã desta terça-feira, Joinville já registrou 40 dias ininterruptos de chuva. A brincadeira que apelidou a maior cidade de Santa Catarina de "Chuville" ou "Chuvaville" faz cada vez mais sentido. Entre os 40 dias, 12 tiveram fortes chuvas, que provocaram pontos de alagamento na área central e em vários bairros do município.

O sol não brilhou com força na cidade no mês de outubro, exceto em raras aberturas que logo eram tomadas pelas nuvens e pela chuva. Em 31 dias, foram 568,6 mm de chuva, segundo dados da Epagri Ciram (Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina). E até às 8h desta terça-feira, Joinville já havia registrado 67,8 mm de chuva. Somando os 40 dias, a cidade já ultrapassou os 718,0 mm de chuva.

Segundo o meteorologista da Epagri Ciram, Marcelo Martins, os próximos 15 dias serão de chuvas frequentes com poucas e tímidas aberturas de sol. “Acho que esses 40 vão se transformar em 55 dias”, brincou.

Para o engenheiro agrônomo Ronaldo Coutinho do Prado, além das chuvas intermitentes na cidade, a tendência é de que um período de frio se instale na primeira quinzena de dezembro, e ao longo de novembro, poucas aberturas de sol sejam vistas.

Ainda segundo o engenheiro, Joinville possui em média de 280 a 300 dias de chuva por ano e, no verão, chove em torno de 85 dias. Para ele, a alta incidência de chuva na região é devido à proximidade com a Serra do Mar e às águas quentes do litoral.

A média total desses 40 dias deveria ocorrer, normalmente, em quatro meses.

 

Alta umidade fragiliza saúde dos joinvilenses

Com quarenta dias de chuva, os joinvilenses sentem no corpo os sintomas e os efeitos do grande volume de água e da alta umidade relativa do ar, que nesta terça-feira, chegou a 100%.

Para o médico otorrinolaringologista, Fábio Meira Pacheco, a umidade persistente na cidade aumenta a quantidade de ácaros e fungos, causando crises de doenças infecciosas como a rinite alérgica. “Notamos o aumento no volume de consultas e, com certeza, é baseado nesse clima que é propício para algumas doenças. As pessoas acabam ficando mais doentes”, avalia.

Sinusites, faringites, laringites e rinites alérgicas são as doenças mais frequentes em períodos como este. “Crises de asma e bronquite são exacerbadas nesse período”, destaca Pacheco. Menos comum, mas que também tem levado as pessoas ao consultório médico, está a inflamação do ouvido (otite). Segundo o médico, as doenças transmitidas por vírus e bactérias são facilitadas com o clima joinvilense dos últimos dias.

As dicas dadas pelo otorrinolaringologista, para tentar amenizar os efeitos do mau tempo são a boa alimentação, bons períodos de sono, evitar ambientes fechados, manter o corpo agasalhado para evitar o resfriamento e nunca ficar com roupas úmidas por muito tempo no corpo. “Uma dica muito importante é procurar a vacina de gripe. Ela aumenta a imunidade, contribuindo para o não surgimento dessas doenças”, ressalta.

 

Presidente da CDL destaca o prejuízo das lojas de rua em Joinville

Arquivo/Luciano Moraes/ND
Chuva atrapalha movimento do comércio de rua, segundo CDL

 

Para o presidente da CDL Joinville (Câmara de Dirigentes Lojistas), Luiz Roberto Kunde, os 40 dias de chuva fazem lembrar o ano de 2008, quando choveu praticamente sem parar de setembro a dezembro, causando tragédia de deslizamentos no Vale do Itajaí. “Desde setembro não temos visto um simples dia de sol, daqueles de lavar a alma”, comenta.

Para o comércio, o clima afeta de maneira muito particular, segundo ele. A indefinição do clima faz com que os clientes não comprem, por exemplo, vestuário, porque há a sensação de não saber o que é necessário. “Fica aquela sensação de esperar para ver e, enquanto isso, os estoques vão se acumulando”, afirma.

O destaque de Kunde vai para os prejuízos causados pelas chuvas nas lojas de rua que, além dessa insegurança do consumidor, ainda sofre com chuvas e alagamentos. “É rezar para que o verão mostre a sua cara”, finaliza.

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