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Ceasa de São José abre no feriado para restabelecer frutas, verduras e legumes em SC

Quem precisa de frutas, como a laranja e o limão, terá de retornar nesta sexta-feira. A central de abastecimento também vai abrir no sábado (2) e no domingo (3)

Michael Gonçalves
Florianópolis
31/05/2018 às 21H20

A Ceasa (Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina), em São José, abriu os portões nesta quinta-feira (31), no feriado, para que os donos de boxes, produtores e compradores pudessem negociar após dez dias da paralisação dos caminhoneiros. Uma saca de 50 quilos de batata, que na quarta-feira (30) foi comercializada de R$ 250 a R$ 300, na quinta baixou para R$ 100, mas o preço original oscilava entre R$ 70 e R$ 85. Já quem precisou de frutas, como laranja e limão, terá de retornar ao Ceasa nesta sexta-feira (1). A central de abastecimento também abrirá na sexta e domingo (3) em caráter facultativo. A Ceasa tem 150 boxes de permissionários e capacidade de atender mais 170 produtores nas pedras, que são espaços alugados para a comercialização dos hortifrutigranjeiros.

Gustavo, que ficou um dia sem ter produtos durante a greve, voltou a receber mercadorias nesta quinta - Marco Santiago/ND
Gustavo, que ficou um dia sem ter produtos durante a greve, voltou a receber mercadorias nesta quinta - Marco Santiago/ND


O empresário Gustavo Broering, que comercializa batata, cebola e tomate, chegou a ficar um dia sem produtos. Na época de escassez, ele confirmou que o preço da saca da batata ultrapassou R$ 200. O mesmo aconteceu com o tomate, que era comercializado a R$ 50 a caixa, e passou para R$ 80. “Voltamos hoje [quinta-feira] a receber as mercadorias em uma normalidade quase que total, mas até o fim de semana todas as mercadorias devem estar à disposição. O preço da batata estabilizou, mas o tomate continua em alta em função da entressafra”, afirmou.

Na Associação dos Usuários Permanentes da Ceasa-SC, o auxiliar administrativo Jean Carlo Steffen informou que quase todos os produtos estão à disposição dos compradores. Somente algumas frutas, que são plantadas em outros Estados, devem chegar até o fim da semana.

Alguns comerciantes também tiveram prejuízos com as mercadorias estragadas. “Não foi o meu caso, mas vi muita gente jogando frutas, verduras e legumes que apodreceram dentro de caminhões durante a paralisação. Infelizmente, muita coisa foi descartada”, acrescentou Broering.

Comerciante prevê volta ao preço original de alguns produtos

O proprietário do Sacolão da Ponte da Lagoa da Conceição, Pedro Manoel dos Santos, aproveitou o feriado para abastecer seu comércio. Durante a greve dos caminhoneiros, o comerciante ficou apenas sem o melão-rei. Apesar do reabastecimento lento, ele prevê o retorno do preço original de alguns produtos.

Pedro (à dir.) foi comprar frutas e verduras no box de Gabriel - Marco Santiago/ND
Pedro (à dir.) foi comprar frutas e verduras no box de Gabriel - Marco Santiago/ND


Santos trocou alguns gêneros por orgânicos produzidos em Águas Mornas. “Alguns produtos encareceram bastante, como a batata, o tomate, a cenoura e a beterraba. Já o limão desapareceu no mercado e, por isso, estava vendendo a R$ 7,95 o quilo. Agora, devo voltar a cobrar R$ 4,95”, disse o comerciante.

Para o proprietário de box Jairo Gabriel Eli Filho, todos os produtos devem chegar ao máximo até segunda-feira (4). Por enquanto, ele não tem kiwi e morango de Minas Gerais. “Cheguei a ficar sem as maçãs gala e fuji, mas já restabelecemos os estoques e as frutas têm muita qualidade”, afirmou.

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