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Terça-Feira, 18 de Setembro de 2018
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Causa da morte de quatro homens em Joinville ainda está indefinida

Vítimas bebiam juntas em um terreno baldio no bairro Jardim Paraíso, na zona Norte. Três morreram no local e um no hospital

Rosana Rosar
Joinville

Os laudos finais da morte dos quatro homens encontrados agonizando num terreno baldio do bairro Jardim Paraíso no dia 17 de março devem ser concluídos pelo IGP (Instituto Geral de Perícias), em Florianópolis, em uma semana. Nessa semana, os peritos finalizaram as análises das garrafas encontradas no local e concluíram que não havia veneno nelas. Mas a hipótese de envenenamento não está descartada. A análise pericial agora se concentra no sangue, na urina e nas vísceras dos homens.
“Na bebida não foi encontrada nenhuma substância que pudesse causar as mortes. Então agora estão fazendo análise no sangue, urina e vísceras dos quatro falecidos para ver se encontram algum veneno ou tóxico que poderia justificar o óbito”, explica Rodrigo Tasso, diretor do IGP (Instituto Geral de Perícias) de Santa Catarina. Segundo ele, a conclusão dos laudos está demorando porque a análise do caso é de extrema complexidade.
Médicos legistas do IGP e professores da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) também estão sendo ouvidos na tentativa de chegar a conclusão sobre o que causou a morte dos homens. “A gente está fazendo uma busca de indeterminados. Ninguém sabe o que está procurando, estamos buscando todas as linhas para ver o que aconteceu. Também tem a possibilidade de que a própria situação deles, sendo alcoólatras e bebendo sem ter comido nada num forte calor, pudesse levar a óbito”, acrescenta Tasso.
O aposentado João Maria Alves dos Santos, 66 anos, o caminhoneiro Jairo Nascimento, 53, e o irmão, o mecânico Gilmar Luiz Nascimento, 52, morreram no terreno baldio na rua Scutum depois de passarem bebendo a manhã e o início da tarde de 17 de março. O motorista Orosnildo Fagundes de Oliveira, 60, foi levado ao Hospital Regional Hans Dietter Schmidt, mas morreu pouco depois. O delegado da Divisão de Homicídios, Paulo Reis, aguarda o envio dos laudos para definir que andamento dará ao caso. Não há suspeitos de um possível envenenamento dos homens.

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