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Sexta-Feira, 21 de Setembro de 2018
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Casildo Maldaner diz que o PMDB está de quarentena após a morte de Luiz Henrique da Silveira

Integrantes do partido acompanham o velório e afirmam que é um momento de profunda reflexão, que não sabem como a lacuna que LHS deixou será preenchida

Redação ND
Florianópolis

A orquestra municipal de Joinville começou a tocar atrás das cortinas do centro de eventos Cau Hansen, onde está sendo velado o senador Luiz Henrique da Silveira, pouco antes do meio-dia, e a cada hora chegam mais amigos da família e autoridades políticas de todo o Estado para prestar as últimas homenagens. O PMDB é o partido com maior número de prefeituras em Santa Catarina e muitos prefeitos e vereadores chegam para cumprimentar a família.

Marco Santiago/ND
A orquestra sinfônica abriu as homenagens ao senador em Joinville

 

Ontem, com a notícia ainda recente, os integrantes do partido tinham dificuldade de falar sobre o futuro político sem LHS. Casildo Maldaner, amigo do senador, chorou bastante durante a manhã e afirmou que “o partido está de quarentena, mergulhado em profunda reflexão” e que só depois disso o partido vai pensar o futuro.

O deputado Manoel Mota (PMDB), que também era amigo do parlamentar, chegou a Jonville pela manhã com a mulher e disse que ele foi o maior líder da história do Estado e que não sabe o que será daqui para frente. “No momento em que eu soube o mundo desabou”, declarou. Paulo Bauer, senador do PSDB disse que é preciso respeitar esse período para depois voltar a pensar em política, que será difícil preencher a lacuna deixada por ele.

O vice-governador Eduardo Pinho Moreira que é médico cardiologista tem circulado cumprimentando muitas pessoas e alertado os colegas sobre a importância de cuidar da saúde. Ele disse que LHS tinha uma “saúde de leão”, mas não se cuidava, não gostava de ir ao médico e não fazia checkup regularmente.

Durante a manhã, dezenas de lideranças de diferentes partidos compareceram ao local, entre elas, o presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina Nelson Schaefer, e durante o restante do dia são esperadas mais autoridades políticas. Aproximadamente 500 pessoas, entre políticos, amigos, familiares e admiradores da carreira de LHS acompanham o velório.  A presidente Dilma, 15 ministros e o presidente do Senado com mais dez senadores chegam ao Estado à tarde para a solenidade e sepultamento do senador. 

A solenidade para o enterro está marcada para iniciar às 15h30. Representantes do Balé Bolshoi farão uma homenagem sobre o caixão do político, que foi o responsável por trazer a companhia artística a Joinville, única escola fora da Rússia.  Um culto ecumênico será realizado com a presença de quatro líderes religiosos da região e um cortejo com o caminhão do Corpo de Bombeiros com a presença de cadetes da Polícia Militar sairá pela cidade às 16h30 em direção ao cemitério municipal. 

Com informações da repórter Stefani Ceolla

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