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Casa de Câmara e Cadeia está pronta para receber Museu da Cidade

Obras foram acompanhadas por pesquisas arqueológicas e descobertas de peças e remanescentes de construções antigas

Redação ND
Florianópolis
13/09/2018 às 07H45

Depois de quatro anos, as obras de restauração da antiga Casa de Câmara e Cadeia serão entregues amanhã pela Prefeitura de Florianópolis ao Sesc (Serviço Social do Comércio) de Santa Catarina, que dará início à instalação do Museu da Cidade. O Sesc, que venceu uma licitação para implantar o museu, terá, a partir de agora, prazo de seis meses para abrir o equipamento cultural ao público. Portanto, a abertura será em março de 2019.

A proposta do Sesc-SC para exploração do Museu da Cidade pelos próxi¬mos 20 anos, no valor de R$ 9 milhões, foi escolhida por meio de licitação. O museu deverá contar a história política e econômica de Florianópolis, de forma interativa e dinâmica, utilizando tecnologias e mídias contemporâneas, em português, espanhol e inglês.

Restauração de um dos imóveis mais antigos de Florianópolis começou em 2014 e foi interrompida entre 2016 e 2017 - Leonardo Souza/PMF/ND
Restauração de um dos imóveis mais antigos de Florianópolis começou em 2014 e foi interrompida entre 2016 e 2017 - Leonardo Souza/PMF/ND

O prédio histórico da Casa de Câmara e Cadeia, na praça 15, é um dos três mais antigos da Capital. Datado de 1771 e tombado como patrimônio histórico de Florianópolis, o casarão passou por uma ampla restauração, com investimento de R$ 7,59 milhões. Deste montante, R$ 4,46 milhões foram repassados pelo Ministério da Cultura, através do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), e o restante é recurso da prefeitura.

As obras foram acompanhadas por pesquisas arqueológicas e descobertas de peças e remanescentes de construções antigas. A Concrejato Serviços Técnicos de Engenharia S/A fez restauração da cobertura, dos revestimentos de paredes internas e externas, ornamentos, esquadrias, forros e pisos; novas instalações hidráulicas e elétricas; instalação de elementos de acessibilidade; e construção de uma unidade de extensão e apoio, anexa ao casarão, com elevador.

E, pela primeira vez em 247 anos, o prédio passou a contar com sistema preventivo contra incêndio e com sistema de climatização. "Todo o telhado foi reconstruído com a avaliação de cada peça sendo reaproveitada ao máximo e substituindo as comprometidas. Nas fundações para criação do anexo novo, fizemos um trabalho menos invasivo para preservar os remanescentes arqueológicos", explica a diretora de operações da Concrejato, Maria Aparecida Soukef.

Preservação de pinturas do século 19 e arco em tijolos


Durante a restauração, foram executadas ações especiais, com objetivo de preservar a memória da Casa de Câmara e Cadeia. Neste sentido, foram restauradas as pinturas do século 19 de uma coluna e de parte da abóboda do corredor principal, e conservado o arco em tijolos maciços desse mesmo corredor, no térreo.

Os tijolos maciços da parte de cima da abóboda, no primeiro andar, ficaram expostos à visualização, porém, protegidos por uma passarela de vidro temperado de seis milímetros - que passou a fazer a ligação da antiga edificação à nova unidade de extensão e apoio construída, através do acesso do elevador. Já as duas canhonetas encontradas no casarão durante as obras e restauradas pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) de verão compor o acervo do Museu da Cidade.

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