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Terça-Feira, 18 de Setembro de 2018
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Ziraldo é festejado durante abertura da Feira do Livro de Joinville

Criador do Menino Maluquinho foi homenageado, autografou livros, contou histórias e arrancou risos da platéia no Expocentro Edmundo Doubrawa

Suelen Soares da Silva
Joinville
Maiara Bersch/ND
Cartunista e escritor autografou livros do Menino Maluquinho

 

Pai do Menino Maluquinho, o escritor e cartunista Ziraldo participou de uma tarde de autógrafos e bate-papo com centenas de crianças e adultos, na tarde de ontem (10), no palco do Expocentro Edmundo Doubrawa.

Os visitantes da feira o aguardavam ansiosos para ouvir suas histórias ou conseguir um autógrafo dele, que é o grande homenageado da 12ª Feira do Livro, aberta oficialmente nesta sexta-feira (10) e vai até o dia 19 de abril.

No palco, Ziraldo brincava, sorteava brindes e respondia às perguntas da criançada, que não se intimidou e fez uma verdadeira sabatina com o homenageado. O escritor, de 82 anos, demonstrou vitalidade no trato com os pequenos e ainda mais na sessão de autógrafos, que possibilitou que cem pessoas conseguissem chegar um pouco mais perto do ídolo.

O mineiro de cabelos brancos e fala mansa foi surpreendido com um abraço de uma fã especial. A pequena Beatriz Peres de Oliveira, 12, veio da cidade vizinha de São Francisco do Sul, para entregar o livro “Tob, o cachorro campeão” escrito por ela.

Denise se movimenta através de uma cadeira de rodas, tem limitações na fala, mas externou todo o seu carinho e admiração pelo escritor através das suas lágrimas. “Era o sonho dela. Ela fez questão de autografar o livro para entregar ao Ziraldo”, conta a mãe Fabiane Peres de Oliveira.

 

Divulgação
Beatriz Peres de Oliveira, 12, fã especial, veio de São Francisco do Sul para estar com o ídolo

 

O convite para ser homenageado na 12ª edição da feira, segundo Ziraldo, foi bem recebido. Ele diz que tem uma ligação sentimental com a cidade e conhece toda a sua história. “Receber tantos convites de homenagens significa que você trabalhou direito, não tinha como não aceitar”, confessa o cartunista.

Ziraldo conta que esta deve ser a quinta ou sexta vez que ele pousa em terras joinvilenses, mas que a ligação com a cidade vai além dos trabalhos que já fez por aqui. Ziraldo é amigo do artista Juarez Machado, a quem se refere com carinho por tantos anos de amizade. “Nós ficamos muito amigos. O Juarez sabe fazer de tudo. E ele tem algo que é difícil encontrar hoje em dia: as pinceladas dele são reconhecíveis”, destaca.

 

Uma relação de afeto

Com uma simpatia que só uma pessoa ligada às artes infantis poderia ter, Ziraldo foi indagado sobre qual livro mais gostou de escrever e respondeu: “livro é igual a um filho, gostamos de todos. Mas uns sempre dão mais alegrias do que outros. É uma relação de afeto e universal”, afirma.

Ele se refere ao Menino Maluquinho, livro que conta histórias de um menino de dez anos que vivia com uma panela na cabeça. O escritor disse que não foi um trabalho difícil ou demorado, mas que teve sorte com a ideia. “O futuro é feito de muitos hojes” é o que ele cita quando fala do insight que teve quando resolveu escrever o livro. “Ele tem uma história que pode ser relacionada com outras, embora eu não tenha o escrito com segundas intenções. Mas quando acabei eu disse: esse livro vai arrebentar”, relembra.

E arrebentou. O Menino Maluquinho virou filme, revista, série de TV e é reconhecido como o carro-chefe da trajetória do cartunista e escritor Ziraldo. "Ele é maluquinho, não por ser pequeno. É pela questão brasileira de diminuir com carinho, é 'inho' com ternura”, conclui.

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