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Candidatos ao governo de SC recebem carta que mapeia obstáculos para o desenvolvimento

Três dos oito candidatos ao governo do Estado receberam documento "Carta do Comércio SC" da Fecomércio

Cristiano Rigo Dalcin
Florianópolis
18/09/2018 às 17H36

Três dos oito candidatos ao governo do Estado - Décio Lima (PT), Gelson Merísio (PSD) e Mauro Mariani (MDB) – conheceram os principais obstáculos nos setores de comércio, serviços e turismo de Santa Catarina ao receberem a Carta do Comércio SC, durante evento realizado nesta terça-feira (18) no auditório da Fecomércio, em Florianópolis.  Denominado Carta do Comércio SC, o documento é uma iniciativa do sistema Fecomércio, em parceria com o CRC-SC (Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina), com apoio da Acats (Associação Catarinense de Supermercados) e Adac (Associação de Distribuidores e Atacadistas Catarinenses). 

A Fecomércio SC ouviu líderes empresariais de todas as regiões do Estado para detectar os entraves que impactam no desenvolvimento das empresas catarinenses e elencar possíveis soluções. “Os desafios são grandes, especialmente em infraestrutura, que recebeu as piores avaliações e impacta diretamente em um dos principais gargalos do Estado, que é a segurança pública”, relatou o presidente do sistema Fecomércio Bruno Breithaupt.

Carta Comércio foi apresentado em evento no auditório do Fecomércio. - Foto Divulgação/Fecomercio
Carta Comércio foi apresentado em evento no auditório do Fecomércio. - Foto Divulgação/Fecomercio


A Carta do Comércio considerou 25 itens de relevância socioeconômica, divididos em oito macrotemas: comércio exterior, concorrência, legislação trabalhista, captação de recursos, condições de inovação, ambiente econômico, sistema legal e tributário e infraestrutura. Os tópicos foram avaliados de 0 a 10 pontos, gerando um índice de dificuldade empresarial. Quanto mais próximo a 10, maior o obstáculo para o bom desempenho do setor terciário e, consequentemente, para o novo governante.

Dos oito macrotemas elencados na Carta Comércio SC, três deles chamam atenção pelos índices: Infraestrutura (8,5), Sistema Legal e Tributário (8,19) e Concorrência (8,14). “Todos os macrotemas têm relação com a competitividade das empresas, e o índice geral é 7,3, o que é preocupante”, define Breithaupt.

Com maior índice, a Infraestrutura está dividida em cinco problemas: segurança pública, condições das estradas, custo e distribuição de energia, mobilidade urbana e condições de portos e aeroportos. Porém, a Carta Comércio também apresenta três pontos que precisam fazer parte da agenda do futuro governador para que o Estado avance nesta questão: ampliar investimentos em saneamento básico e distribuição de água; duplicar as rodovias federais (BRs 470, 116, 153, 163 e 282); e implantar contornos viários nas principais cidades catarinenses.

Por outro lado, Breithaupt destaca o índice da legislação trabalhista, que recebeu a menor avaliação entre os oito macrotemas, após a recente reforma, capaz de proporcionar um ambiente de negócios mais fértil para investimentos, com segurança jurídica e mais geração de emprego e renda no Estado. “Em 2014, quando fizemos a primeira edição da Carta do Comércio, a legislação trabalhista era a principal preocupação. A Carta do Comércio de 2018 mostra que o empresário retomou a confiança e reagiu positivamente ao ambiente reformista”, relembrou.

O documento também traz uma avaliação do serviço público, no qual os empresários analisam a qualidade da educação, saúde, habitação, saneamento básico e cultura e lazer, oferecidos no Estado. “Não superamos ainda algumas preocupações primárias como saúde, educação e saneamento básico. Na avaliação da qualidade dos serviços públicos, esses são os indicadores mais preocupantes”, completa.

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