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Terça-Feira, 11 de Dezembro de 2018
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Candidata suspeitou de plágio ao fazer prova do concurso da Câmara de Joinville

Gisele Silveira entrou com a representação na promotoria e o caso agora está sendo investigado pelo Ministério Público

Daiana Constantino
Joinville

Concurseira há um ano – exclusivamente para câmaras municipais – a jornalista Gisele Silveira entrou com a representação na promotoria, nesta segunda-feira (20), denunciando o possível plágio de questões na prova do concurso da Câmara de Joinville. A suspeita surgiu durante a prova, ao reconhecer uma questão que havia caído em outro concurso.

Arquivo pessoal/ND

Gisele notou que havia algo de errado na prova do Ibam. Questões idênticas a de outros concursos foram denunciadas ao Ministério Público

 

Depois do exame, Gisele buscou mais informações e descobriu 14 perguntas iguais ou semelhantes que teriam sido copiadas do concurso realizado pelo Cespe (Centro de Seleção e de Promoção de Eventos) da Universidade de Brasília e de um site de questões de concurso. “Oito eram do Cespe e seis do site”, enfatizou.
 
“Em 2013 fiz o concurso da Câmara de Blumenau e identifiquei uma pergunta plagiada. A prova também era do Ibam”, comentou a concurseira, que antes de ir ao MP passou na Câmara de Vereadores para pegar uma cópia do contrato do concurso. “Mas o presidente da Câmara [João Carlos Gonçalves] não liberou.”

O caso está sendo investigado pelo Ministério Público, que abriu um inquérito civil público nesta segunda-feira para apurar a denúncia.

Gisele disse que se sente injustiçada e que espera pela anulação da prova. Cabe lembrar que, às vésperas da prova do concurso, uma ação popular foi protocolada na Justiça pedindo a suspensão do exame, mas acabou sendo indeferida. A ação questiona o número das vagas para portadores de deficiência e a contratação do Ibam sem licitação.

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