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Sábado, 22 de Setembro de 2018
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Cadastro de doadores de medula óssea continua no hemocentro em Joinville

No sábado (2), o hemocentro e a Escola Técnica Advance cadastraram cerca de 200 voluntários

Rosana Rosar
Joinville
Rogerio da Silva/ND
Captação no sábado foi feita pela hemocentro de Joinville e a Escola Técnica Advance

 

A primeira Campanha de Cadastro Voluntário de Doadores de Medula Óssea realizada em Joinville no Shopping Cidade das Flores, no sábado (2), cadastrou dezenas de possíveis doadores para o banco nacional. O cadastramento, que pode salvar vidas em casos de 90% de compatibilidade entre o voluntário e o paciente doente, continua diariamente no hemocentro da avenida Getúlio Vargas, 198, no Anita Garibaldi, anexo ao Hospital Municipal São José.

Para se colocar à disposição do Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea), localizado em São Paulo (SP), o voluntário precisa ser saudável e ter idade entre 18 e 54 anos. Depois da retirada de uma amostra de cinco mililitros de sangue, o único trabalho do possível doador é esperar. Caso as suas características genéticas sejam compatíveis com as de um paciente com leucemia ou outras doenças sanguíneas graves ele passa por nova bateria de exames e é encaminhado para cidades como Curitiba (PR) e São Paulo (SP) para a retirada de parte da medula óssea, que se recompõe duas semanas depois do procedimento.

Disposta a ajudar em caso de compatibilidade a líder de equipe Sandra Ponick, 37 anos, foi ao shopping para retirar uma amostra de sangue com estudantes e professores da Escola Técnica Advance e funcionários do hemocentro.

Para ela, o gesto é uma forma de ser solidário com o sofrimento de quem passa por um momento difícil e precisa de um transplante. “Na quinta eu soube da realização da primeira campanha e decidi ajudar. Vou sair daqui e falar da importância para as outras funcionárias”, destacou.
De acordo com a assistente social Marlene Tiltey, funcionária da captação de doadores do hemocentro, o Brasil é o terceiro país em número de doadores. “Ficamos atrás dos Estados Unidos e da Alemanha, mas isso ainda não é suficiente porque a compatibilidade só ocorre em uma pessoa há cada cem mil. Por isso quanto mais gente se cadastrar, melhor”, avaliou.

Doação de medula óssea
- Para se cadastrar é preciso ser saudável, ter idade entre 18 e 54 anos, e portar um documento de identificação com foto;
- Esse tipo de doação é feita somente em vida;
- O tipo sanguíneo do doador não precisa ser o mesmo do paciente;
- Essa amostra passa por um exame de laboratório, chamado teste de HLA, que determina as características genéticas do possível doador;
- As informações são colocadas em um cadastro nacional, o Redome;
- Quando alguém precisa de transplante, os técnicos do Redome procuram entre os possíveis doadores cadastrados;
- Quando encontrado um cadastrado compatível, o possível doador é convidado a fazer outros exames de compatibilidade genética;
- Se o perfil coincidir com o da pessoa que precisa do transplante, o voluntário decide se realmente quer realizar a doação;
- Durante a doação, o doador recebe anestesia. Com uma agulha, a medula é aspirada do osso da bacia. A quantidade de medula doada é de apenas 10% da medula total. Em 15 dias ela já estará recomposta.

Onde doar
Hemosc Joinville
Avenida Getúlio Vargas, 198, Anita Garibaldi (anexo ao Hospital São José)
Quando: de segunda à sexta-feira das 7h às 18h15

Hemosc Jaraguá do Sul
Rua Dr. Waldemiro Mazurechen, sem número, Centro (anexo ao Hospital São José)
Quando: de segunda à sexta-feira das 7h às 13 horas

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