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Terça-Feira, 13 de Novembro de 2018
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Bolshoi lota noite de abertura do Festival de Dança de Joinville

Mais de 4 mil pessoas assistiram ao espetáculo "O Quebra-Nozes" apresentado pela escola

Marciano Diogo
Florianópolis
Carlos Junior/ ND
Escola do Bolshoi no Brasil abre Festival de Dança de Joinville, pela primeira vez, em 15 anos.


A delicadeza dos movimentos unida à técnica e a rigidez da dança clássica levaram 4.300 pessoas a apreciar a abertura da 33ª edição do Festival de Dança de Joinville, com o espetáculo “O Quebra-Nozes”. Com a dedicação de mais de 100 bailarinos, a peça arrancou suspiros de um público entusiasta da arte na noite desta quarta-feira (22). O governador do Estado, Raimundo Colombo, o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, e o prefeito de Joinville, Udo Döhler, também assistiram a apresentação que durou cerca de duas horas no Centreventos Cau Hansen.

“O festival é um evento que engrandece a arte da dança e também a arte da convivência. É um evento que nos relembra o valor da convivência, harmonia e paz”, afirma Colombo.

Esta foi a primeira vez que a Escola do Bolshoi no Brasil, que recentemente completou 15 anos de existência, abriu o Festival de Dança de Joinville. “O Quebra Nozes”, reconhecido por ser um clássico mundial, conta a história da menina Marie, que em uma típica festa natalina, em uma pequena cidade alemã, ganha um boneco em formato de soldado que mais parece um quebra-nozes. O brinquedo acaba ganhando vida e a menina Marie passa por aventuras repletas, é claro, de muita dança.

A montagem do espetáculo apresentado na abertura do festival também contou com a produção do mestre russo Vladimir Vasiliev e com a música original de Tchaikovsky. A versão da Escola do Bolshoi utilizou a técnica da projeção mapeada para dar vida ao cenário desenhado por Vasiliev, o que deu o diferencial à peça e surpreendeu o público. “Foi emocionante e cativante. O jovem precisa ser estimulado para se aproximar das artes, e nessa apresentação pudemos apreciar no que essa aproximação pode resultar. Um verdadeiro espetáculo”, opina a jornalista Silvia Reali, 66, que veio de São Paulo somente para apreciar o espetáculo de abertura do maior festival de dança do Brasil.

Entre os bailarinos que se apresentaram estava a jovem florianopolitana Camila Cristina de Abreu, 19, que é integrante do Bolshoi há oito anos. “É um grande momento para escola, foi maravilhoso. Desde o fim do ano passado estamos ensaiando este espetáculo. Não faltou persistência e perseverança”, brinca a jovem bailarina, que interpretou dois diferentes personagens na peça.

Homenagem a Luiz Henrique da Silveira

A cerimônia de abertura do 33º Festival de Dança de Joinville também fez uma homenagem póstuma ao ex-senador e ex-governador do Estado Luiz Henrique da Silveira, que morreu de infarto em 10 de maio deste ano. O evento contou com a presença da viúva e dos filhos de Luiz Henrique, que foi o responsável por firmar o contrato para instalação da Escola Bolshoi em Joinville e também o idealizador da construção do Centreventos Cau Hansen. “Luiz é o pai deste evento, que vem a ser o maior, melhor e mais aplaudido festival de dança do mundo. Ele que possibilitou o acontecimento deste festival”, observa Udo Dohler, prefeito de Joinville.

Com a exibição de um vídeo que compilou os discursos de Luiz Henrique da Silveira em edições passadas do festival, a homenagem também cativou o público, consciente da importância da proatividade do político diante da concretização do evento. “Tive muita satisfação em assistir a este espetáculo. A dança, além de unir outras artes, como a música e as artes visuais, também transforma o corpo humano em obra de arte. É uma linguagem universal que pode nos ajudar a superar conflitos”, conclui  o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro.

 A apresentação de “O Quebra Nozes” misturou elementos do balé clássico com a dança contemporânea e emocionou o público. Destaque para as crianças, que protagonizaram o primeiro ato da peça e trouxeram pureza e leveza para as coreografias. A iluminação do espetáculo, junto dos coloridos figurinos e a excelente caracterização dos personagens, fez com que o público interrompesse a apresentação diversas vezes para incluir os aplausos. “Achei a projeção dos cenários surpreendente. Parece que alguns bailarinos voaram no palco”, afirma o jovem Bernardo da Costa, 17, que veio de Jaraguá do Sul para apreciar o festival.


Confira a galeria com imagens do espetáculo 'O Quebra-Nozes'

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