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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Banco de leite da Maternidade Darcy Vargas, em Joinville, beneficia centenas de recém nascidos

No Dia Nacional de Doação de Leite Humano, comemorado nesta quinta-feira, entidade chama a atenção para doação

Adrieli Evarini
Joinville

A amamentação do primeiro filho de Joziane Pereira da Silva, 20 anos, durou até os dois anos de vida do garoto. Agora, com o nascimento da pequena Yasmin, ela pretende novamente manter a filha recebendo o leite materno por um bom tempo. Apesar de não precisar de doação e descobrir só agora, após dar a luz na terça-feira (17) na Maternidade Darcy Vargas, que a unidade possui um banco de leite, Joziane quer disponibilizar parte do leite que produz para que outras crianças possam ser alimentadas. “É um ato tão importante e que ajuda tanto na prevenção de doenças. Existem muitos fatores que impedem a amamentação e nós podemos ajudar”, destaca.

 

Carlos Junior/ND
“É um ato tão importante e que ajuda tanto na prevenção de doenças", diz Joziane Pereira da Silva

 

A prevenção de doenças é um dos benefícios da amamentação, diz Maria Beatriz Reinert do Nascimento, médica pediatra e responsável técnica pelo banco de leite da maternidade. Ela explica que o leite doado à maternidade é distribuído entre os bebês prematuros e internados na unidade. “É muito importante que os bebês prematuros recebam o leite materno. É importante para todos os bebês. A amamentação traz benefícios tanto em curto como em longo prazo”, destaca.

Com uma sala especial para receber as doadoras e também contando com a coleta a domicílio, a Maternidade Darcy Vargas coletou, no ano passado, 1.351 litros de 741 doadoras. Esse número foi essencial para a saúde e sobrevivência de 673 bebês de Joinville e região. Em 2014, o número de bebês beneficiados com a doação foi maior. Os 1.544 litros de leite materno doados foram distribuídos a 701 recém-nascidos. Os números, segundo Maria Beatriz, mostram um volume bom de doação, mas ainda há muito o que melhorar. “É bom, mas não é suficiente. Sempre precisamos de mais doações”, enfatiza.

Suporte do banco de leite

Entre as crianças que nascem todos os dias na maternidade e que precisam dessas doações, está o pequeno Arthur Klitzke, que nasceu no dia 11 deste mês. A mãe, Joelma Klitzke, 42 anos, passa pela experiência da maternidade pela primeira vez. Apesar de amamentar o “seu anjo”, como chama o filho, ela também utiliza o banco de leite da maternidade. “Ele nasceu com muita fome”, brinca. E a mamãe é só elogio ao banco de leite que, segundo ela, é de extrema importância para as mães e os bebês. Além disso, ela destaca a sensibilidade e o tratamento oferecido pelas profissionais. “Elas tratam eles como se fossem filhos delas e isso nos deixa seguras”, diz. “Eu até falo para as meninas que aqui dentro do banco de leite ele parece outra pessoa”, comenta.

A médica pediatra destaca ainda que a doação pode ser realizada por toda mulher saudável que esteja amamentando e que o Dia Nacional de Leite Humano deve servir como uma data para conscientizar as mulheres que tem excesso de leite de que podem ajudar a salvar vidas. “Essa data é especial para que a sociedade se sensibilize sobre a importância da doação”, ressalta.

Maria Beatriz explica ainda que a maternidade aceita, além da doação de leite, a doação de frascos de vidro para armazenar o leite. De acordo com ela, a população pode doar frascos de vidro de tampa larga e rosqueada, como as de café solúvel. E, para quem quer doar leite, mas não pode ir até a maternidade, existe o sistema de transporte que vai até a casa da doadora para buscar a doação. “O serviço oferece para a mãe frascos esterilizados, toca, máscara e um folder explicativo”, finaliza.

Hoje, o Brasil possui a maior rede de bancos de leite do mundo, com 215 locais de armazenamento e 146 postos de coleta.

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