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Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018
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Aumenta para 13 as áreas liberadas ao cultivo de ostras no Estado; em outras nove, mariscos também

Extração e venda de moluscos bivalves foram proibidas por causa da maré vermelha detectada no litoral de Santa Catarina em 24 de maio

Edson Rosa
Florianópolis

Aos poucos, começa a se dissipar em mar aberto a alta concentração de microalgas causadoras da maré vermelha detectada em 24 de maio no litoral catarinense, com interdição das áreas de maricultura localizadas entre Palhoça, na Grande Florianópolis, e São Francisco do Sul, no Norte do Estado.  Assim, aumenta o número de áreas de cultivo liberadas para extração, venda e consumo de moluscos bivalves, principalmente ostras, sem risco de contaminação pela toxina diarreica DST.

Em Florianópolis, por exemplo, desde esta quinta-feira (7) estão liberados o comércio e o consumo também de mexilhões (mariscos) nas localidades da Freguesia e da Costeira do Ribeirão da Ilha. Lá, as ostras voltaram ao cardápio há pelo menos uma semana, depois da interdição anunciada em 24 de maio pela Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina).

Marco Santiago/ND
Costeira do Ribeirão da Ilha, em Florianópolis, é uma das áreas liberadas para cultivo

 

Também a partir desta quinta o consumo de ostra também está liberado em Porto Belo, litoral Norte. A área desinterditada inclui fazendas de cultivo nas localidades Perequê, Araçá e Ilha João da Cunha. A desinterdição  é resultado do segundo resultado negativo da análise de DST para as espécies em questão.

Atualmente, apenas 13 áreas de cultivo no litoral catarinense estão completamente desinterditadas e todos os moluscos podem ser consumidos. Outras nove localidades seguem parcialmente interditadas, sendo permitidas apenas coleta, consumo e comercialização de ostras, mas proibidas para mariscos, vieiras e berbigões. O restante do litoral permanece interditado pela presença da toxina diarreica DST nos moluscos bivalves.

A toxina diarreica é produzida por algumas espécies de microalgas que vivem na água, chamadas de Dynophysis, e quando acumuladas por organismos filtradores, como ostras e mexilhões, podem causar um quadro de intoxicação nos consumidores. A presença de Dynophysis é conhecida em Santa Catarina e por isso os níveis da toxina são regularmente monitorados pela Cidasc no litoral, com análises laboratoriais realizadas no IFSC/Itajaí (Instituto Federal de Santa Catarina).

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Moluscos bivalves

Mapa de consumo

 

Palhoça

Ponta do Papagaio – somente ostra

Passagem do Massiambu – somente ostra

Enseada do Brito – liberada

Praia do Cedro – liberada

Pontal – liberada

Barra do Aririú – liberada

 

Florianópolis

Caieira da Barra do Sul – somente ostra

Costeira do Ribeirão – liberada

Freguesia do Ribeirão – liberada

Barro Vermelho/Alto Ribeirão – somente ostra

Cacupé – liberada

Santo Antônio de Lisboa – liberada

Sambaqui – liberada

Praia do Forte – liberada

 

São José

Ponta de Baixo - liberada

Barreiros - liberada

Serraria – liberada

 

Biguaçu

Biguaçu – somente ostra

Tijuquinhas – somente ostra

 

Governador Celso Ramos

Armação - interditada

Ganchos de Fora - interditada

Calheiros - interditada

Canto dos Ganchos – interditada

 

Bombinhas

Zimbros – interditada

Canto Grande – interditada

 

Porto Belo

Araçá – somente ostra

Ilha João Cunha – somente ostra

Perequê – somente ostra

 

Itapema

Canto da Praia – interditada

 

Balneário Camboriú

Laranjeiras – interditada

Barra – interditada

 

Penha

Armação do Itapocu – intereditada

Praia Alegre – interditada

 

São Francisco do Sul

Canal do Linguado – interditada

Laranjeiras – interditada

Estaleiro – interditada

Paulas – interditada

Enseada – interditada

Capri – interditada

*Fonte: Cidasc

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