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Ativistas se mobilizam contra a farra do boi em Governador Celso Ramos e em Florianópolis

A farra é proibida pelo Supremo Tribunal Federal há mais de 20 anos, mas os farristas continuam desafiando a lei

Colombo de Souza
Florianópolis
25/03/2018 às 19H35

Na Semana Santa onde a tradição da farra do boi é bastante forte, ativistas contrários a crueldade com que o animal sofre se mobilizam com cartazes, folders, palestras e até outdoor, pedindo para as comunidades um basta nesta atrocidade. A advogada e ativista Bárbara Cardoso Hartmann, do Coletivo Brasil Contra a Farra do Boi, sabe que a partir de segunda-feira é necessário uma preservação bastante forte, principalmente em Governador Celso Ramos e em alguns bairros de Florianópolis, onde os farristas desafiam a lei – a farra é proibida pelo Supremo Tribunal Federal há mais de 20 anos.

Ontem à tarde, a Central Regional de Emergência 190 (Florianópolis) recebeu denúncia na rua Tico-Tico entre o bairro Ingleses e Santinho, no Norte da Ilha, mas não se confirmou. “No local havia apenas um boi pastando”, informou o coordenador do central de emergência. De acordo com ativista Bárbara, nesta época Florianópolis registra uma média de cinco farras por semana.

Boi apreendido em Florianópolis em 2018  - Divulgação/ND
 Divulgação/ND

Em Governador Celso Ramos, onde a população veterana ainda é adepta da “brincadeira”, os eventos ocorrem com mais intensidade. “A gente não tem uma precisão exata, porque muitas farras ocorrem em trilhas no meio do mato. Mas calculamos que ocorram umas oito por final de semana”. Bárbra admitiu o perigo de fazer prevenção em Governador Celso Ramos, mas está percebendo na nova geração um sentimento contrário à crueldade contra o animal.

Com vários informantes, o site do Coletivo Brasil Contra a Farra do Boi (https://www.facebook.com/Brasil-Contra-a-Farra-Do-Boi-1365990806792666/) recebe relatos pelo in box dos locais onde a “brincadeira” ocorre e os ativistas logo acionam a Polícia Militar. Bárbara informou, ainda, que anteriormente, a PM apreendia o boi e o destino do animal ficava sob responsabilidade da Cidasc ( Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina ). Agora é das prefeituras. 

Dos eventos que ocorreram este ano, a polícia abriu inquérito para investigar a morte de Evandro Evaldo Maria. Ele participava de uma farra no dia 11 de março em Governador Celso Ramos, quando foi atingido por um touro, no bairro Areias de Baixo. Evaldo ficou hospitalizado durante uma semana, mas não resistiu os ferimentos e morreu.

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