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Atendimentos de urgência e emergência são mantidos no Hospital Infantil

A pedido do Ministério Público, direção do hospital decidiu manter pronto-socorro em funcionamento

Adrieli Evarini
Joinville
08/12/2016 às 12H32

O Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria recebeu, durante dois dias consecutivos, um abraço da comunidade joinvilense. Com problemas de repasse de verba que culminou na suspensão dos atendimentos eletivos, a unidade hospitalar já havia programado para esta quinta-feira (8) nova suspensão, desta vez, dos atendimentos de urgência e emergência, porém, após reunião da diretoria na tarde de ontem, a decisão foi de manter os serviços no pronto-socorro que atende diariamente, em média 200 a 250 pacientes.

Abraço coletivo reuniu mais de 250 pessoas - Carlos Junior/ND
Abraço coletivo reuniu mais de 250 pessoas na segunda-feira (5) - Carlos Junior/ND


A reunião foi motivada após recebimento de ofício assinado pelo promotor Sérgio Ricardo Joesting, da 4ª Promotoria de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina. O documento recebido pela direção do hospital comunicava a solicitação de ajuizamento para que o valor fosse repassado à instituição através de decisão judicial. Além disso, o promotor solicitou que a unidade hospitalar mantivesse os atendimentos até o pronunciamento do Juízo da Infância e Juventude, argumentando a importância do serviço prestado pelo hospital.

Após o pagamento de duas parcelas, uma em novembro e outra em 1º de dezembro, a dívida do Estado era de R$ 16 milhões. Na tarde desta quarta-feira (7), o depósito realizado pela Secretaria de Estado da Saúde, no valor de R$ 2,2 milhões já estava disponível, diminuindo o valor em atraso para R$13,8 milhõese. De acordo com o Hospital Infantil, o valor depositado ontem irá cobrir os salários atrasados dos funcionários – atualmente o hospital mantém 710 funcionários. Os médicos – hoje são 200 que atendem na unidade – continuam  com atrasos nos vencimentos. O valor referente ao mês de outubro, que deveria ser pago em novembro ainda não foi quitado junto aos médicos e o valor referente ao mês de novembro vence no próximo dia 15.

Em nota, o hospital destaca ainda que se o repasse não for regularizado até o dia 14 de dezembro, a unidade ficará impossibilitada de realizar atendimentos de qualquer natureza ou gravidade. Os atendimentos eletivos continuam temporariamente suspensos.

Secretário de Estado da Saúde garante mais 9 milhões até o fim do ano

O secretário de Estado da Saúde, João Paulo Kleinubing garantiu, na tarde de ontem, que o Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria irá receber até o fim deste ano mais uma parcela, esta no valor de R$ 9 milhões.

Após reunião com os deputados estaduais Darci de Matos, Kennedy Nunes e Patrício Destro, o secretário afirmou que o depósito será feito nas próximas semanas. Além disso, segundo Kleinubing, um cronograma de pagamento foi fechado para garantir o atendimento da unidade que atende crianças e adolescentes. “Fechamos um cronograma de pagamento. Vamos continuar mantendo o pagamento para que as atividades também sejam mantidas. Estamos trabalhando para que o hospital continue funcionando normalmente”, enfatizou.

Apesar da garantia do secretário, a direção do hospital ressaltou que não participou da reunião que ocorreu entre os deputados e o secretário e aguarda uma formalização por parte da Secretaria de Estado.

Também nesta quarta, durante a reunião da diretoria da Sociedade Joinvilense de Medicina, estiveram presentes representantes de outras entidades médicas, como a Delegacia do Conselho Regional de Medicina do Estado de Santa Catarina, a Delegacia do Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina, da Associação dos Médicos Residentes de Santa Catarina. Além deles, o deputado estadual e médico associado Dalmo Claro também participou da discussão que visava buscar ações que pudessem auxiliar no quadro do hospital. De acordo com a nota da SJM, ficou estabelecido que as entidades irão solicitar de maneira emergencial ao Governo do Estasdo o pagamento dos valores devidos, colocando-se à disposição para intermediar possíveis negociações. Além disso, “sugere reunião nos próximos dias com representantes do governo estadual, municipal e do hospital para estabelecimento de um cronograma, entre outras soluções a serem debatidas de forma a superar esta crise”, afirma o documento enviado pela Sociedade Joinvilense de Medicina.

Outra reunião que deveria ter ocorrido na Capital entre o Conselho Municipal de Saúde de Joinville e o Conselho Estadual de Saúde não aconteceu, segundo a presidente, Cléia Aparecida Clemente Gisole, por falta de quórum.

Atualmente, o Hospital Infantil atende a 80 pacientes internados, destes, 17 estão na Unidade de Terapia Intensiva.

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