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Quarta-Feira, 26 de Setembro de 2018
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Atendimento no INSS em Joinville fica mais prejudicado após greve nacional iniciada por peritos

Paralisação engrossa movimento dos servidores previdenciários, parados há mais de 60 dias, e prejudica agendamento de perícias médicas

João Batista (JB)
Joinville
Luciano Moraes/ND
Em Joinville o agendamento de perícias vai ficar mais demorado

 

Já afetado pela greve dos servidores previdenciários, o atendimento nas agências do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) deve impactar ainda mais com a paralisação deflagrada na última sexta (4) pelos peritos da previdência, por tempo indeterminado. Conforme a ANMP (Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência), 70% dos 200 profissionais de perícia no Estado aderiram ao movimento. A entidade deve manter ao menos 30% do quadro nos postos de trabalho.

Os efeitos da paralisação dos peritos em Joinville devem ser sentidos durante a semana. Até a semana passada, o agendamento para perícias médicas estava sendo feito normalmente. “Com essa paralisação da perícia médica, teríamos que deixar passar mais uns dois dias para ver como estabiliza”, observou Marco Carlos Kohls, representante do Sindprevs-SC (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência do Serviço Público Federal no Estado de Santa Catarina), em Joinville.

A greve dos servidores previdenciários, entrando no terceiro mês, segue mantida pelo sindicato porque não há avanço nas negociações. A última ocorreu na manhã de ontem, em Brasília (DF), com os ministérios do Planejamento e da Previdência. Em Joinville, a paralisação afeta parte dos atendimentos nas agências do INSS no Centro, onde a adesão é de 55% dos trabalhadores – 33 servidores –, e no Guanabara, onde oito servidores (65%) estão parados. No Estado, a adesão é de 85%.

Embora gerentes também estejam de braços cruzados, a mobilização é maior do pessoal que presta atendimento ao público. Com isso, os serviços aos cidadãos ficam prejudicados, principalmente os de longo prazo, como os encaminhamentos de aposentadoria. “A perícia médica, até a deflagração da greve dos peritos, estava sendo atendida normalmente e, eventualmente, um ou outro serviço agendado, mas aposentadoria e serviços de longo prazo estão sendo todos remarcados. A agenda, para se ter uma ideia, está caindo já para fevereiro do ano que vem”, destacou Kohls.

Comparecimento mínimo

Até esta terça-feira (9), a ANMP não tinha números específicos para Joinville. Em comunicado, a entidade informou à categoria que o percentual mínimo de 30% de comparecimento deveria ser mantido pelos peritos, em conformidade com as exigências da Lei de Greve. A entidade programa protestos após repudiar uma ocorrência de tentativa de homicídio de um médico perito por parte de um segurado da Previdência, no interior de Minas Gerais.

“O clima de comoção pelo o que aconteceu fez crescer e muito a adesão de colegas ao movimento paredista. O desrespeito do Ministério da Previdência com a nossa carreira atingiram níveis insuportáveis”, destacou a associação. Servidores e médicos têm reivindicações comuns, entre reajuste salarial, reposição de perdas, cumprimento da data-base, reestruturação do plano de carreira, contratação de pessoal e fim das terceirizações.

“O governo está cozinhando a categoria e não apresenta proposta concreta. Tem alguns pontos que são lutas históricas e a categoria não aceita o rebaixamento da pauta”, comentou Kohls, na expectativa por um desfecho positivo do movimento. A reportagem não conseguiu contato com a Superintendência Regional do INSS no Estado para comentar a paralisação.

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