Publicidade
Sábado, 17 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 28º C
  • 21º C

Após toxicológico, delegado afirma que embriaguez de federais não afetará investigações

Resultados de exames toxicológicos apontam alto teor alcoólico nos dois delegados da Polícia Federal mortos no tiroteio em casa de prostituição do Estreito, em Florianópolis

Colombo de Souza
Florianópolis
15/06/2017 às 12H00
Crime ocorreu na casa de prostituição conhecida como
Crime ocorreu na casa de prostituição conhecida como "Portinha Azul", no Estreito - Marco Santiago/ND


Os resultados de exames toxicológicos feitos nos dois delegados da Polícia Federal mortos no tiroteio na casa de prostituição “Portinha Azul”, no bairro Estreito, em Florianópolis, constataram embriaguez. No entanto, segundo o delegado da Homicídios, Ênio de Oliveira Mattos, que assumiu o caso, o alto teor alcoólico constatado nas vítimas não irá interferir na investigação policial. O crime ocorreu na madrugada de 31 de maio. A coleta foi negativa para drogas como cocaína e anfetaminas, mas apontou um alto consumo de álcool.

O delegado Adriano Antônio Soares, 47; apresentou 6,21 decigramas de álcool no sangue. Elias Escobar, 60, tinha um teor etílico bem mais elevado, de 18,90 decigramas. O vendedor de cachorro-quente Nilton César de Souza Júnior, 36, que trocou tiros com os delegados, continua na UTI do Hospital Florianópolis.

Conforme Ênio, os delegados contrataram um táxi, não estavam dirigindo. Ele não informa nada sobre a evolução da investigação e apenas afirma que está realizando diligências. Duas armas – uma do comerciante e a outra de um dos dois delegados - estão sendo periciadas, e a pistola de um delegado continua sumida. A perícia vai constatar de qual arma partiram os disparos que atingiram as vítimas.

De acordo com a tabela do IAF (Instituto de Análise Forense), a quantidade de 6,21dg/L de álcool no sangue altera o comportamento humano, afetando as decisões racionais. Técnicos procurados pelo ND explicaram que não há como comparar as dosagens alcoólicas com a quantidade de bebida ingerida, porque depende do organismo de cada pessoa. No caso de Soares e Escobar, eles estavam com mais três delegados num jantar no Sul da Ilha, onde os cinco consumiram 38 cervejas (20 de 600ml e 18 long neck), além de uma caipirinha de vodca.

Na madrugada do crime, o delegado autuou o vendedor de cachorro-quente por duplo homicídio. O advogado do comerciante, Marcos Paulo, diz que seu cliente agiu em legítima defesa. Para o Ministério Público ainda não está claro se foi legítima defesa ou duplo homicídio.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade