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Após nova paralisação, obra do trapiche do João Paulo, em Florianópolis, vai “devagarinho”

Trabalho foi retomado nesta terça-feira (7) com cinco funcionários. Ministério das Cidades promete ao prefeito Gean Loureiro que a ordem bancária para o pagamento seria emitida nesta semana

Michael Gonçalves
Florianópolis
07/08/2018 às 21H59

O pescador Jadir Sérgio Alexandre Filho, 52 anos, define o ritmo da construção do trapiche da praia do bairro João Paulo, em Florianópolis, com uma palavra: “Devagar”. Depois de uma semana paralisada, o diretor da Concretil Engenharia Ltda., engenheiro André Goulart, informou que a obra voltou à normalidade nesta terça-feira (7), em função do compromisso do Ministério das Cidades com o prefeito Gean Loureiro (MDB), de repassar mais uma parcela nesta semana. A obra está avaliada em R$ 2,7 milhões. Cerca de 80% dos recursos para a construção do píer são do governo federal. Atualmente, a previsão de entrega é para dezembro de 2018.

Dos 210 metros de extensão previstos, ainda falta estaquear 82 metros - Daniel Queiroz/ND
Dos 210 metros de extensão previstos, ainda falta estaquear 82 metros - Daniel Queiroz/ND


A obra começou no dia 26 de setembro de 2017 e deveria terminar no final de julho de 2018, mas as constantes paralisações em virtude dos atrasos nos repasses fizeram a Concretil mudar de estratégia. “Voltamos a trabalhar e compramos o material com recursos próprios, pagando juros, mas queremos entregar o trapiche o mais rápido possível. A informação é de que o dinheiro seria liberado nesta terça-feira, mas deve cair na conta do município somente daqui a uma semana”, explicou Goulart.

O projeto prevê a construção de um trapiche de 210 metros de extensão, com 3,75 metros de largura e dois metros de altura. O problema é que ainda falta estaquear 82 metros da estrutura. Nesta terça-feira, cinco funcionários realizaram a montagem da estrutura para receber o contrapiso em 30 metros do trapiche. Ainda faltam as placas pré-moldadas das lajes em parte da estrutura que está estaqueada.

A promessa é que mais peças de laje cheguem ao canteiro de obras nesta semana. “A obra segue devagar. Das pessoas que trabalham aqui só ouvimos que faltam materiais em função da ausência de repasse dos recursos”, lamentou o pescador Jadir. Segundo o presidente da Associação dos Pescadores Artesanais das Praias do João Paulo e do Saco Grande, Silvani Ferreira, 87 famílias de pescadores continuam transportando os pescados pelo lodo formado pela poluição.

Ordem bancária seria emitida nesta terça-feira

O prefeito Gean Loureiro esteve no Ministério das Cidades, em Brasília (DF), na semana passada, em busca de informações sobre os recursos federais para a obra do trapiche. Segundo Gean, a prefeitura já pagou quase a totalidade da contrapartida, mas o governo federal quitou apenas 25% da sua parte.

Em contato com o secretário-executivo do Ministério das Cidades, Silvani Pereira, por uma rede social, Gean recebeu a confirmação de que o ministério autorizou o pagamento os recursos pela Caixa, que deveria emitir a ordem bancária ainda nesta terça-feira.

Conforme o diretor da Concretil, André Goulart, a empresa recebeu cerca de 35% do valor total da obra. O Ministério das Cidades não respondeu até o fechamento desta edição.

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