Publicidade
Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 26º C
  • 18º C

Alunos joinvilenses são premiados na Feira Nacional de Matemática, realizada em Salvador

Representantes da Escola Municipal Prefeito Baltasar Buschle e do CEI Pedro Paulo Hings Colin receberam prêmios de destaque e menção honrosa

Redação ND
Joinville
Fabrício Porto/ND
Reciclagem de materiais foi o destaque do trabalho apresentado pela equipe do CEI Pedro Paulo Hings Colin

 

 

Fabrício Porto/ND
Relógio alternativo foi o projeto apresentado pelos alunos Albert Erzinger e Tainá Schemmer (ao centro, sentados), da Escola Municipal Prefeito Baltasar Buschle

 

A semana começou com festa em dois estabelecimentos de ensino de Joinville. Alunos da Escola Municipal Prefeito Baltasar Buschle e o CEI Pedro Paulo Hings Colin, representantes da cidade na 3a Feira Nacional de Matemática, voltaram de Salvador, na Bahia, com medalhas e troféus. Entre os dias 24 e 26 de setembro os alunos apresentaram seus trabalhos no evento. Depois de passar pelas etapas municipal, regional e estadual, as duas instituições de ensino foram escolhidas para expor seus projetos na feira nacional.

Nesta edição, foram 156 expositores e todos receberam medalhas e troféus. Os títulos especiais aos melhores trabalhos se dividiram entre os prêmios de destaque e menção honrosa, ambos conquistados pelas escolas de Joinville. As edições anteriores da feira foram realizadas em Santa Catarina, em Blumenau e Brusque. Essa foi a primeira a ser realizada em outro Estado. Para o próximo ano já estão definidas datas e local. A edição 2015 está programada para acontecer nos dias 22, 23 e 24 de julho, em Jaraguá do Sul.

Garrafas pet customizadas enfeitam o jardim de entrada do CEI Pedro Paulo Hings Colin. Nos corredores é possível ver objetos de decoração e brinquedos confeccionados com produtos reciclados. Esse é o tom e o clima do centro de educação infantil que teve um projeto desenvolvido e reconhecido como destaque no evento.

Os alunos Gustavo Henrique Rapouso e Laryssa Aydara Muller, ambos com 6 anos, foram os representandes da turma do 2º período. Com a supervisão das professoras Rosilaine Rodrigues Lima e Mariclei de Oliveira Matias Gomes, a turma desenvolveu o projeto jogos matemáticos com materiais alternativos.

Material recolhido pelos estudantes

Todo o material utilizado na confecção dos jogos apresentados na feira foi recolhido com a ajuda dos alunos do CEI Pedro Paulo Hings Colin. “Eles se interessam em arrecadar os materiais e participar da produção. Todos querem ajudar”, comenta a professora Rosilaine Rodrigues Lima. Para a professora, a participação dos alunos na confecção dos trabalhos que eles mesmos apresentam é importante para a formação. “Eles produziram, eles montaram. Isso é muito importante para a formação deles. nós só coordenamos”, afirma.

A experiência trazida da feira promete ser mais um fator a incentivar a realização de projetos. A professora afirma que a utilização de jogos para facilitar a compreensão dos alunos é algo da rotina do CEI e o aprendizado com o evento vai resultar em novas ideias. A apresentação dos jogos matemáticos com materiais alternativos foi feita pelos alunos. Entusiasmados com a viagem e com os jogos, Gustavo e Laryssa não ficam longe do troféu e dos trabalhos.

Solidariedade foi inspiração para trabalho

A solidariedade foi a base de outro projeto destaque da 3ª Feira Nacional de Matemática. Os alunos Albert Erzinger, 10 anos e Tainá Schemmer, 11, representaram o 4º ano da Escola Municipal Prefeito Baltasar Buschle. Percebendo a dificuldade de uma colega em identificar as horas no relógio, surgiu a ideia de montar um relógio alternativo com os horários em que ela poderia sair da sala, para dar início ao seu aprendizado. Daí para o projeto vencedor foi um pulo. Com o título ‘A história dos primeiros relógios’, os alunos passaram por todas as etapas até representar a cidade.

A escola já tem um histórico de incentivo aos alunos, com o Clube de Matemática, feiras e olimpíadas internas. As atividades têm surtido efeito. Neste ano, a escola aumentou em quatro décimos sua nota no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e a matéria com melhor nota foi a matemática.
Para a supervisora escolar Susana Cercal de Nascimento, mostrar aos alunos o retorno de seus trabalhos e montar espaços onde possam socializar seus projetos é muito importante para que eles se sintam reconhecidos. “O diferencial é oferecer a socialização e promover maneiras lúdicas que tornem as atividades prazerosas”, ressalta.

Todo o suporte reflete nos resultados em provas e feiras. Há dois anos, a escola já foi destaque estadual na Feira de Matemática, naquele ano não houve a edição nacional. Neste ano, os representantes tiveram uma rotina puxada. As apresentações aconteciam todos os dias, das 8 às 17h30. “Foi praticamente uma aventura. Participar da feira nacional e ganhar o título é muito bom. Estudamos muito”, comenta Albert. “Estudávamos de duas a três horas por dia para correr tudo bem na apresentação”, afirma a estudante Tainá.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade