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Sábado, 17 de Novembro de 2018
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Ala do PPS de Joinville pede intervenção estadual

Situação envolve alas do diretório municipal e do vereador Sidney Sabel

Rogemar Santos
Joinville

Diante dos conflitos causados pelo pedido de expulsão do vereador Sidney Sabel do PPS, uma ala do partido acionou o diretório estadual, pedindo a dissolução do diretório municipal e a instalação de uma comissão provisória. Na reunião realizada ontem de manhã, no gabinete do vereador, partidários de Sabel receberam o secretário geral do PPS de Santa Catarina, Décio Knop, para relatar a situação política.

Sabel disse que ao assumir a Secretaria Regional de Pirabeiraba iniciou um processo de conflito interno na sigla. A situação piorou quando substitui o vereador Sandro Silva no Legislativo, que assumiu a presidência do Deter (Departamento de Transporte e Terminais). A partir disso, lembrou que o diretório municipal pediu a sua expulsão, alegando que o agora vereador não estaria seguindo as determinações de adotar a postura de oposição ao governo municipal do PT.

“Tentaram me expulsar uma vez e consegui reverter no Tribunal Regional Eleitoral. Só que entraram com outra ação, alegando novos motivos”, comentou. Sabel diz que é revoltante sofrer retaliações desse tipo, sendo obrigado a pedir apoio estadual.

O coordenador regional do PPS, Nelson Roberto Silveira, também manifestou seu descontentamento com o quadro político. Silveira lembrou que no segundo turno da eleição para prefeito de Joinville, o PPS definiu apoio para a candidatura de Carlito Merss, do PT. “Foi um compromisso político firmado, em que o PPS teria secretarias, mais de 100 cargos e a direção de fundações. Só que tudo foi trocado na eleição para a presidência da Câmara de Vereadores, que elegeu Sandro Silva com o apoio da oposição”, criticou.

Diretório municipal rebate críticas

O presidente do diretório municipal do PPS, Vanderlei Battisti, rebateu as críticas da ala de Sabel. Ele explicou que o PPS é hoje oposição ao governo do PT não apenas na esfera municipal e estadual, mas até nacional. “Até conversei com o deputado federal Roberto Freire, líder do partido no Brasil, para expressar que seguimos uma linha adotada nacionalmente”, revelou.

Battisti recordou que a ruptura em Joinville foi causada pelo próprio PT, que não aceitou uma lista de nomes do PPS para ocupar secretarias, fundações e outros cargos. “Até parecia que os petistas queriam que a gente formasse um novo grupo. Não aceitamos imposições, o que levou Sandro Silva a adotar sua postura de oposição e vencer a eleição para presidente da Câmara de Vereadores em 2009”, explicou.

Battisti reforçou que Sabel não tem contribuído para o crescimento do partido, e que o atual grupo que faz parte do diretório se esforça a cada mês para que o PPS tenha a estrutura necessária para eleger mais vereadores na próxima eleição.

 

Secretário fará avaliação com diretório

O secretário geral do PPS de Santa Catarina, Décio Knop, entende que o atual momento político em Joinville é bastante delicado. Como ouviu as duas alas do partido, fará um relatório para ser analisado em conjunto com os demais membros do diretório estadual do PPS.

Knop entende que as brigas constantes estão provocando um desgaste da imagem do partido, ainda mais numa fase em que se buscam novas filiações. “Sabel é um vereador do partido. Esta questão de expulsão jamais deveria ocorrer sem antes uma discussão interna. Como foram adotadas ações independentes, pretendemos agir para acalmar os envolvidos”, frisou.

Knop lembrou que um partido que tem dois vereadores na Câmara mais importante de Santa Catarina já deveria estar pensando, no mínimo, numa candidatura a vice-prefeito. “Joinville tem o maior colégio eleitoral e lamento que o clima do partido esteja voltado para brigas e não para a evolução”, criticou.

Sobre a possibilidade da intervenção estadual e criação de uma comissão provisória, o secretário não descartou a ideia, caso não haja acordo entre as alas.

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