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“A queda de arrecadação é uma falácia”, diz Gelson Merisio, pré-candidato ao Governo de SC

Merisio aposta em uma boa gestão, enxugamento da máquina pública e mudança do modelo do Estado para driblar os problemas com as finanças

Redação ND
Florianópolis
08/07/2018 às 19H55

Natural de Xaxim, Gelson Merisio, 52 anos, concorre pela primeira vez ao governo de Santa Catarina. O empresário assumiu o primeiro cargo político em 1989 como vereador de Xanxerê. Foi deputado estadual por quatro mandatos e presidente da Alesc (Assembleia Legislativa de SC) por três vezes. Foi diretor da Casan e também secretário de Estado em 1999.

Para Merisio, a segurança pública é a grande prioridade de Santa Catarina. Segundo ele, é necessário trazer de volta da reserva 5 mil policiais, investir R$ 2,3 bilhões em tecnologia e fazer um envolvimento de vários órgãos para que o Estado não perca o controle. Ele defende a extinção completa das agências regionais, o enxugamento dos processos administrativos e a contratação de mais policiais, médicos, enfermeiros e pagamento melhor aos professores.

Pré-candidato ao governo Gelson Merisio - Reprodução/ND
Pré-candidato ao governo Gelson Merisio - Reprodução/ND


CANDIDATURA AO GOVERNO

Acredito ser possível fazer um pouco melhor em algumas áreas, poder dar minha contribuição com a experiência que tenho da iniciativa privada, da minha atividade empresarial que exerci por mais de 20 anos e depois como parlamentar por 15 anos, sendo cinco anos presidente da assembleia e tendo a compreensão da necessidade que há em ter uma união de propósitos entre o Executivo e o Legislativo para que se promova as mudanças com efetivididade. Boas intenções não bastam, há de se transformá-las em fatos, com aprovação legislativa e especialmente agora um rompimento do modelo político-administrativo que precisa ser mudado.

CRISE FINANCEIRA

O discurso da queda de arrecadação é uma falácia. Nós tivemos em 2017 uma receita que cresceu 6% em relação ao ano anterior e teremos em 2018 uma receita que vai crescer em torno de 8% em relação a 2017. A resposta da economia catarinense é forte, consistente. O que nós precisamos é aliar isso a uma boa gestão, um enxugamento profundo da máquina pública, uma mudança de modelo feita com muita radicalidade. É o fim de um ciclo que está na iminência de acontecer e nós temos que olhar para a frente. Não se trata de criticar um partido do passado, nós chegamos até aqui com um Estado bem avaliado, temos que olhar para a frente e neste olhar ter um rompimento desse modelo que existe até aqui.

SECRETARIAS DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Serão completamente extintas, muito mais pelo que elas significam. Elas representam um modelo administrativo inchado que prioriza a atividade de meio. Eu acredito que um secretário regional, um agente que trabalha no processo administrativo, tira o lugar de um policial na rua ou de um médico no posto de saúde. Vamos ter que fazer opções para se ter mais médicos, mais policiais, mais serviços. Há que se reduzir o setor administrativo usando tecnologia. Um exemplo: temos 108 departamentos de recursos humanos no Estado. Esse é o modelo que ficou vigente até aqui, e foi possível com este modelo trazer o Estado nas condições que temos hoje. Agora, para a frente, isto é impossível, temos que fazer uma opção: ou o serviço na ponta ou o processo administrativo. Para mim a decisão está tomada: extinguir as regionais como um todo, enxugar drasticamente os processos administrativos, contratar mais policiais, médicos, enfermeiros e pagar melhor os professores. Essa é a função do Estado, o resto tem que ser administrado com tecnologia e eficiência.

SAÚDE PÚBLICA

Apresentei uma emenda constitucional que foi aprovada em 2014 de forma que nós passamos de 12% para 15% o percentual mínimo de investimento do Estado em saúde. Isso vai representar nos próximos dez anos mais de R$ 8,5 bilhões. Se associarmos isso à arrecadação que vai crescer e também a um processo de gestão efetiva que traga mais tecnologia nos processos, que construa um cenário onde os sistemas da saúde conversem um com o outro, nós vamos ter um serviço melhor. Saúde sempre vai ser uma prioridade e um problema, mas melhorar é possível, com mais gestão e com mais recursos.

SEGURANÇA PÚBLICA

A segurança pública é a grande prioridade de Santa Catarina neste momento. Nós temos, como sociedade, uma decisão para tomar. Temos que transformar a segurança pública em nossa grande prioridade para os próximos três anos, e prioridade tem que ter recursos, investimento, para trazer de volta da reserva 5 mil policiais, investir R$ 2,3 bilhões em tecnologia, fazer um envolvimento do juiz de execução penal, do promotor, do prefeito, das polícias, para que a sociedade reaja e nós não percamos o controle como já perdeu o Rio de Janeiro e está perdendo o Rio Grande do Sul. Ou nós controlamos o crime organizado com muita força e muita energia ou perdemos a guerra para o crime organizado, e o Estado passa a ser controlado por um “paraestado”, que é o que ocorre nas milícias do Rio de Janeiro. Isso é incompatível com Santa Catarina, que é turismo de qualidade, saúde pública com qualidade, educação com qualidade. A base do nosso futuro se faz com segurança pública, a nossa marca  tem que ser um lugar seguro para se viver.

ALIANÇAS POLÍTICAS

Faz dois anos que estamos construindo essas alianças. Nós temos hoje 12 partidos que vão realizar suas convenções, definindo um projeto que imaginamos vitorioso. Definimos com eles que acabou a geografia das urnas. Dos 1400 cargos comissionados, vamos extinguir 1200, portanto os partidos já sabem disso. Não há espaço para fazer rateios de cargos no próximo governo. Assim, há uma proposta consistente de construirmos uma grande aliança que permita uma boa eleição para essas siglas para a assembleia legislativa e a câmara federal e que possamos juntos, a partir de janeiro, fazer uma boa gestão, um rompimento de modelo e o início de um novo ciclo em Santa Catarina.

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