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Técnico do JEC/Krona faz balanço positivo da temporada 2015

Vander Iacovino falou com exclusividade ao ND sobre o futuro do time, que apostará mais na base

Renan Dias Silveira
Joinville
Carlos Junior/ND
Técnico do JEC/Krona quer a equipe com a sua cara em 2016

No salão de festas de um prédio do bairro América, o técnico Vander Iacovino abriu as portas do lugar onde mora para falar dos seus 10 meses de Krona Futsal em 2015. Contratado em fevereiro de 2015 para substituir Fernando Ferretti, o paulista de 50 anos, se sente em casa na segunda passagem pelo Norte de Santa Catarina. Com exclusividade, Vander Iacovino atendeu à reportagem do ND antes de embarcar para São Paulo, onde descansará alguns dias até a reapresentação do JEC/Krona, como será chamado o time, que deve ser confirmada para o meio de janeiro de 2016.

Se não vieram títulos, para o treinador do futsal joinvilense, trabalho não faltou à equipe. Desde que assumiu à Krona, Vander foi vice do Estadual, terceiro nos Jasc (Jogos Abertos de Santa Catarina), terceiro na Taça Brasil, terceiro no Sul-Americano de clubes e ficou entre os oito finalistas da Liga Nacional de Futsal. Mesmo assim, o técnico avaliou como positiva sua temporada de retorno à equipe, onde já trabalhou em 2006 e 2007. “Avalio trabalho. Os títulos vêm por merecimento do que se faz. O início foi bem difícil por ter de implantar as minhas características, meu trabalho, demora um pouco até porque peguei uma equipe montada. Mas depois fluiu e acho que fizemos um bom trabalho. A gente sempre quer conquistar títulos, mas do outro lado têm equipes com o mesmo objetivo”, ponderou.

Com contrato renovado para a próxima temporada, o treinador espera deixar a equipe ainda mais com a sua cara em 2016. Por isso, três jogadores já foram contratados sob sua indicação, conforme o NDonline antecipou na terça-feira. “Temos três jogadores contratados, o Fernando [fixo, ex-Sorocaba], o Felipe Melo [ala, ex-Sorocaba] e o Gabriel [ala/pivô, ex-Corinthians]. Ainda temos carência na ala direita, de pivô, mas nosso momento de montagem e investimento está com um pouco de dificuldade. Vamos trabalhar bastante com a base, que é uma das coisas que faço desde que cheguei aqui”, ressaltou Iacovino.

 

Entrevista

Vander Iacovino, técnico da Krona Futsal

 

Carreira de jogador

Comecei a carreira em São Paulo. No adulto joguei em times tradicionais como São Paulo, Corinthians, Sumov, Banfort. Atuei 14 anos como profissional. Parei com 34 anos, quando diminuiu a gana de treinar em dois períodos. Mas já vinha me preparando.

 

Seleção Brasileira

Quase toda a minha carreira foram de bons momentos. Fui o primeiro jogador tri-campeão mundial em competições da Fifa, uma como auxiliar-técnico e duas como atleta. Fui nove vezes campeão da Taça Brasil, até porque antes não existia a Liga. Na seleção brasileira estive por 12 anos, a maior parte da carreira de técnico, mas também como jogador e capitão.

 

Espelho

Minha carreira como técnico tem soma de treinadores como Paulo Mussalém, Fernando Ferretti, PC de Oliveira, dentre outros. De cada um peguei algo que me interessava, mas não fui impulsionado por ninguém.

 

Estilo

Eu cobro muito dos atletas nos treinos. Dentro de quadra procuro agir com mais calma, tento me controlar, ficar tranquilo. Sou muito concentrado no que estou fazendo. Sou bem racional.

 

Valdicir Kortmann

Eu já trabalhei em Joinville em 2006 e 2007, onde ficamos em terceiro e segundo na Liga Nacional, respectivamente, quando o time se chamava JEC. Ali se criou um lastro profissional. Temos uma amizade, mas creio que ele confia no meu trabalho pelo profissionalismo e pelo que fiz durante minha carreira.

 

Retorno em 2015

Aqui tinha peças de qualidade. Lógico que se tivesse um ano de trabalho as coisas ficariam mais fáceis, mas acho que conseguimos uma equipe bem organizada, bem montada.

 

Base

Os cinco que jogavam sobem. O João Paulo [goleiro], o Sinésio [fixo], Serginho [ala], Josué [ala] e Raul [pivô] e mais alguns que vão participar da pré-temporada.

 

2016

Temos de ter a consciência muito clara que o investimento não é o mesmo nas temporadas passadas e aí está a oportunidade para a base mostrar seu valor. A torcida vai cobrar, mas temos de ter os pés no chão e paciência. Precisamos dar apoio aos garotos. Num primeiro momento não vem mais ninguém, a menos que consigamos parcerias.

 

JEC/Krona

Como já trabalhei aqui, sei da importância que tem uma arquibancada apoiando o tempo todo. Aqui a torcida é apaixonada. Isso é o algo a mais que o atleta busca. Além disso, auxilia na busca por patrocinadores. Também terá uma cobrança maior, até pela camisa, mas a gente fica feliz com essa união.

 

Joinville

Gosto muito da cidade, das pessoas daqui. Minha esposa, meu filho gostam daqui e trabalho com pessoas competentes, honestas e que acreditam no meu trabalho. Estou bem feliz aqui.

 

Liga Nacional

Quando você planeja o ano, é claro que se pensa na Liga Nacional, que passa por oito meses, ocupando a maior parte do calendário. A gente se prepara para buscar esse título, mas muitas equipes se preparam muito também. Independentemente da atual situação nossa, que ainda pode mudar de acordo com patrocínio, a Liga é sempre nosso objetivo.

 

Dudu

Tudo é por merecimento. É o que eles fazem nos treinamentos e nos jogos. Quem estiver bem vai jogar e foi isso que aconteceu com o Dudu [goleiro]. Minha preferência é por quem está ajudando a equipe. Vai jogar quem estiver melhor e assim apareceu a oportunidade dele também na seleção. Para 2016 é uma realidade, mas não pode parar nisso. Depende dele também.

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