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Projeto de vôlei de Nova Trento formou ponteira da seleção e lapida novas meninas

Rosamaria Montibeller, 23, foi formada em um projeto local e fez parte da equipe que conquistou o 12º título do Grand Prix, em agosto, na China

Matheus Joffre
Florianópolis
29/09/2017 às 23H51

Uma das principais caras da renovação da seleção brasileira de vôlei feminino foi forjada em Santa Catarina. Nascida em Nova Trento, a 80 km da capital Florianópolis, a ponteira Rosamaria Montibeller, 23, foi formada em um projeto local e fez parte da equipe que conquistou o 12º título do Grand Prix, em agosto, na China.  

Projeto de vôlei de Nova Trento foi criado por Vandeca - Marco Santiago/ND
Projeto de vôlei de Nova Trento foi criado por Vandeca - Marco Santiago/ND


Mas não foi por acaso que Rosamaria alcançou este patamar. Foram dez anos de aprendizado, disciplina e muita dedicação no projeto Voleibol Nova Trento, que já soma quase duas décadas de atividades e é considerado referência de base do naipe feminino no país. “Não consigo nem lembrar de mim sem estar no projeto, porque eu comecei muito nova, com oito anos. Então, foi formando e moldando meu caráter junto. Esse sentimento de grupo, de equipe, me ensinou muito desde nova e com certeza agregou muito para meu caráter e minha evolução”, afirmou a ponteira, que hoje é madrinha do projeto. “Eu tento ajudar como posso para que outras meninas também consigam realizar o sonho delas assim como eu realizei o meu”, completou.

Criado em 1999 por Vandelina Tomasoni Ribeiro, a Vandeca, o projeto hoje conta com 80 meninas de 8 a 18 anos, 17 delas vindas de outras cidades. A iniciativa conta com a parceria da prefeitura municipal, que cede o ginásio, transporte e a alimentação das garotas, além do patrocínio de uma empresa de telefonia. “Trabalhar com base é muito complicado, não tem tanta exposição como uma Superliga ou futebol, então temos que buscar empresas que valorizem o esporte e entendam a importância de um projeto social como esse”, ressaltou Vandeca.

Titular da seleção, Rosamaria (à dir.) foi revelada na equipe de Nova Trento - Marco Santiago/ ND
Titular da seleção, Rosamaria (à dir.) foi revelada na equipe de Nova Trento - Divulgação

Padrinhos de respeito

No início do ano passado, o projeto passou por maus bocados e correu o risco de ser extinto. Mas um encontro com Renan Dal Zotto, que viria a se tornar o técnico da seleção brasileira masculina este ano, deu novo alento à Vandeca. Ele tinha prometido falar com seu amigo Bernardinho, na época ainda treinador da seleção masculina.

Passada a Olimpíada do Rio, Bernardinho entrou em contato com Vandeca e se colocou à disposição para ajudar o projeto. Vandeca não teve dúvidas. Pediu para o multicampeão tornar-se um padrinho do projeto e foi prontamente atendida. E não apenas por Bernardinho, mas também pelo filho dele e levantador da seleção brasileira Bruninho. “É uma grande honra e uma grande responsabilidade carregar o nome desses profissionais que já ganharam tudo, como o Bernardinho, o Bruninho. A própria Rosamaria, que agora está trilhando o caminho dela na seleção também. É um baita selo de qualidade”, destacou Vandeca.

Vitrine para o Brasil

Apesar de o foco ser a formação das atletas, o projeto acumula vários títulos de base, como um bicampeonato sul-americano dos Jogos Escolares, um terceiro lugar no Mundial e diversos brasileiros e estaduais.

Este ano, outras quatro meninas formadas no projeto de Nova Trento foram convocadas para as seleções de base de suas categorias: A içarence Gabriella Rocha, que hoje está no Bradesco-SP, e a brusquense Karoline Tormena, atulmente no Minas-MG, na sub-23, e a manezinha Daniela Cechetto, que hoje defende o Sesi-SP, na sub-18, além da saudadense Viviane Braun, que também está no Bradesco-SP, convocada para a seleção universitária.

Para o técnico das equipes de rendimento, Marcelo Garim, o segredo para formar tantos talentos está no vínculo com a cidade, através da Fundação Municipal de Esportes, e na continuidade ao longo de todas as categorias de base. “Muitas equipes montam times só para a Olesc, para o Joguinhos e não tem uma continuidade. Aqui a criança tem a possibilidade de dar sequência nos treinamentos em todas as categorias, o que diminui as chances de abandono, além de ter uma estrutura à disposição e um bom retorno técnico”, pontuou.

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