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Projeto “Correios Transformando pelo Tênis”, em Florianópolis, vai mudar a vida de jovens

Quarenta alunos do 5º ano terão aulas de tênis, inglês e reforço escolar no contraturno das aulas, duas vezes por semana, na sede da Confederação Brasileira de Tênis, na Agronômica

Michael Gonçalves
Florianópolis
14/03/2017 às 08H32

Quarenta crianças e adolescentes da Escola de Educação Básica Padre Anchieta, bairro Agronômica, em Florianópolis, integram o projeto de contraturno escolar “Correios Transformando pelo Tênis”. Além da iniciação no tênis, os jovens terão aulas de inglês e de reforço escolar duas vezes na semana, com um lanche entre as atividades. As aulas serão ministradas no complexo da CBT (Confederação Brasileira de Tênis) e da FCT (Federação Catarinense de Tênis) na Avenida Beira-Mar Norte.

Além de aprenderem o novo esporte, as crianças receberão aulas de inglês - Divulgação/ND
Além de aprenderem o novo esporte, as crianças receberão aulas de inglês - Divulgação/ND



De acordo com o vice-presidente de serviços do Correios, Paulo Cordeiro, o objetivo é formar adultos responsáveis e futuros atletas olímpicos. “Já investimos fortemente no esporte amador e na formação de atletas desde 2008. Nosso carro chefe é o tênis, mas também apoiamos a natação, o handebol e o rúgbi, que vem crescendo muito no Brasil. Esse projeto tem uma importância ainda maior pelo viés do caráter social, porque são crianças carentes que terão uma ocupação no contraturno escolar”, destaca.

O projeto deve começar na próxima semana, segundo a coordenadora Andréia Buss. As terças-feiras, os alunos terão aulas de inglês e de tênis. As quintas acontecem o reforço escolar e o tênis. Os jovens, de nove a 16 anos, são alunos do 5º ano. A professora Adeilda de Jesus Rocha adverte para a importância de o projeto caminhar lado a lado com a escola.

“Muitos jovens utilizam a desculpa do projeto para não fazerem os deveres, mas com o apoio do reforço escolar facilita o desempenho deles no dia a dia em sala de aula. O inglês também será um ganho, porque eles só terão contato com esse idioma no 6º ano e já chegarão um pouco preparados. Infelizmente, alguns alunos estão se perdendo em más companhias e o projeto tem a função de resgatá-los”, espera a professora.

A estudante Estéfany Cesconetto, nove anos, adorou o contato com a raquete e a bolinha. “Quero participar e voltar a estudar o inglês”, comenta.

 

Prioridade é criar disciplina e valores éticos  

Para o presidente da CBT, Rafael Westrupp, o projeto é pioneiro e as crianças e os adolescentes têm a oportunidade única de aprender a nova modalidade na casa do tênis. “Mais do que proporcionar a inclusão social destes jovens, o projeto tem o propósito de despertar os valores éticos. A ideia é de ampliar o projeto nos próximos anos com a captação de mais recursos”, explica.

O presidente da FCF, Alexandre Farias, destaca o acompanhamento pedagógico que os jovens terão até dezembro. “É a chance de estas crianças descobrirem uma nova modalidade esportiva e, a partir daí, desenvolver o caráter e a disciplina. Queremos formar homens e mulheres melhores e, quem sabe, até futuros líderes”, completa.  

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