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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Jovem de Joinville é destaque entre atletas paralímpicos do Brasil

O joinvilense Marcos Henrique Evaristo tem 16 anos

Suellen Dos Santos Venturini
Joinville

Jaksson Zanco/ND

Evaristo foi descoberto nos Jemps (Jogos Escolares Municipais Paradesportivos), em 2013 e agora coleciona medalhas 

 

Um joinvilense de 16 anos tem surpreendido ao brilhar entre atletas adultos no Circuito Caixa Loterias, que reúne os principais atletas paralímpicos do Brasil. Recentemente, Marcos Henrique Evaristo subiu duas vezes no lugar mais alto do pódio: foi campeão dos 100 e 200 metros rasos na classe T35 (paralisia cerebral). Era sua primeira competição entre adultos.

O resultado nas provas em São Paulo não surpreende quem acompanha o desempenho de Evaristo. Em pouco mais de dois anos disputando competições, o atleta do Cepe (Centro Esportivo para Pessoas Especiais) e da Felej (Fundação de Esportes, Lazer e Eventos de Joinville) já coleciona dezenas de medalhas e aparece como uma das principais revelações do atletismo paralímpico. “É um talento nato. Tem um futuro brilhante na carreira”, atesta Rosicler Ravache, técnica do Cepe e coordenadora do paradesporto da Felej.

Aluno do nono ano da escola municipal Orestes Guimarães, no bairro Boehmerwald, Evaristo foi descoberto nos Jemps (Jogos Escolares Municipais Paradesportivos), em 2013. “Ganhei a medalha de ouro no salto em distância e a Rosicler me descobriu na caixa de areia”, conta.

Depois disso, o atleta colecionou medalhas com vitórias em competições paralímpicas nos Jogos Escolares Municipais, nos Jogos Escolares Estaduais e nas Paralimpíadas Escolares do Brasil. O salto em distância já não é sua principal prova. Os melhores resultados estão nos 100 metros rasos. “Minha marca nos 100 metros é de 14s19 e quero melhorar ainda mais”, comenta.

O esporte mudou a vida de Marcos Evaristo. O menino com dificuldades para caminhar e que era deixado de lado em brincadeiras na escola, agora já é visto como um atleta de destaque. “Encontrei pessoas novas, fiz muitas amizades e conheci muitos lugares. Nunca pensei que isso pudesse ocorrer”, diz, com simplicidade. “O esporte foi um divisor de águas na vida do Marcos. Hoje ele é outra pessoa, mais independente e com autoestima elevada”, conta a mãe do atleta, Eliane de Lima.

Sem se esquecer de quem o incentivou no esporte, Evaristo agradece ao Cepe e à técnica Rosicler Ravache pelas oportunidades que ganhou por meio da prática do esporte. “A Rosi é mais que uma amiga e treinadora. Ela é como uma mãe para mim”, relata.

 

Alegrias compensam o sacrifício

 

As alegrias do esporte compensam os sacrifícios diários. Marcos Henrique Evaristo  acorda às 5h45 para pegar o ônibus e ir até a pista da Univille, local onde os treinamentos dele ocorrem das 7h30 às 9h15. “Eu gosto dessa rotina, estou feliz”, diz.

Bolsista da Felej, Evaristo tenta conseguir apoio também do governo federal. A participação da competição em São Paulo foi viabilizada em cima da hora, com o apoio de pessoas conhecidas da mãe do atleta. “Queria comprar uma sapatilha nova, mas o dinheiro que levei só dava para a alimentação e hospedagem”, comenta.

Em agosto, o atleta de Joinville estará novamente em competições oficiais. Ele vai competir nos Jogos Escolares Paradesportivos de Santa Catarina, os Parajesc. Vai lutar para conseguir o índice para as Paraolímpíadas Escolares, que serão em Natal­RN. Esse é o seu objetivo imediato. Para o futuro, Marcos Evaristo que ser campeão mundial e paralímpico. O maior sonho dele “é ganhar uma medalha de ouro representando o Brasil”.

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