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Sábado, 22 de Setembro de 2018
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Base do JEC é Joinville nos Jasc

Redação ND
Joinville

 

Rogério souza Jr/ND
Garotos se reúnem no centro do gramado e ouvem orientações do experiente Zé Carlos Paulista
 

 

“Se quisermos fazer uma boa campanha, va­mos conseguir. É só querer. Se você chegar a 70% do melhor possível, já é suficiente. Ninguém é perfeito. Nem Pelé, nem Messi”. Com estas pala­vras de incentivo, o técnico Zé Carlos Paulista, em meio a uma roda de garotos muitos jovens e com perceptível sorriso de canto de boca denunciando um sonho que se realiza aos poucos, impulsionou os atletas do Joinville Esporte Clube durante um treino no CT do Morro do Meio.

Com faixa de idade de 16 a 19 anos, os meninos da base do clube que representarão o futebol de campo de Joinville na 52ª edição dos Jogos Aber­tos de Santa Catarina escutaram ainda do técnico e professor mais do que uma recomendação pro­fissional, mas uma lição de vida. As palavras que ecoavam longe em meio ao campo eram a fórmula para ensinar aos novatos como aceitar os altos e baixos da carreira. “Até no Barcelona às vezes você vê o Messi no banco, porque tem que ser assim. O brasileiro não aceita o banco, mas é uma maneira de se recuperar”, aconselhou Zé Paulista.

Desta vez, confidencialmente e longe dos vários olhos atentos que o cercavam na roda, o técnico confes­sou que, às vezes, a juventude e a inexperiência destes potenciais jogadores os fazem exagerar nos passes. “O difícil é fazer o fácil. Jogador de alto nível faz tudo de maneira fácil. É isso que cobro deles”, disse, enquanto condenava os malabarismos dos garotos, que faziam a bola subir e descer de maneira exagerada, sem sair do lugar. “Quando a gente é muito novo, pensa que sabe tudo. Quer se espelhar no Ronaldinho Gaúcho, mas é que ele tem facilidade com isso”, alerta.

O grupo dos pequenos malabaristas, com grande potencial para se tornarem jogadores profissionais, é formado por uma mescla entre juvenil e juniores. Para chegar à fase estadual dos Jasc, o time conquis­tou a etapa regional após vencer Rio Negrinho por 1 a 0 na decisão, em Canoinhas. Com o título da se­gunda fase garantida, a equipe está confiante para os Jogos Abertos, mas confessa que terá que enfrentar a grandiosidade de times como o Florianópolis e o Criciúma, que também disputam o trofeu.

Além da importância de buscar, para muitos do elenco, o primeiro título da carreira, Zé Paulista sa­lienta o destaque que um bom desempenho pode trazer aos meninos. “Este trabalho é uma oportuni­dade a estes atletas para um dia subirem, a exemplo do atacante Aldair e do goleiro Jhonatan”. Hoje no profissional do JEC, os dois jogadores citados por Zé Paulista já disputaram joguinhos e Jasc até se torna­rem atletas profissionais numa Série B de Brasileiro.

Prontos para o ataque

 

Rogério Souza Jr

Garoto Ravique recebeu conselhor do craque Ramon


 

No treino tático desenvolvido no CT, dois nomes eram os mais chamados pelos jogadores enquanto colocavam em prática o talento que desenvolveram com os pés. “Ravique” e “Careca” atraíam as atenções pelo bom futebol, e foram, inclusive, considerados verdadeiras promessas por Zé Carlos. O meia Ravique, de 17 anos, é fruto do sonho do pai de ter um filho jogador de futebol. Aos 13 anos, começou na base do Joinville e diz que se espelha no experiente Ramon – que deixou o clube há três semanas – para aprimorar seu futebol. “Ele sempre me falava uma palavra amiga, pra eu nunca desistir.”

Sobre a possibilidade de ser promovido ao time profissional, ele faz referência ao craque santista Neymar. “Ele subiu com a minha idade, 17 anos. Então é possível”, conta, esperançoso, o garoto que entrou no JEC em 2008, mesmo ano de Cristian, hoje no profissional. “Se Deus quiser, quero ser um dos próximos da fila”, espera.

Gratidão à professora Hélia

 

Rogério souza Jr./ND

Atacante Careca se inspira em Lima para chegar ao profissional

 

Do mesmo sonho, compartilha o atacante Careca, cujo cabelo não justifica a alcunha. “O apelido veio na infância. Herdei do meu pai, que também era chamado assim”, diz. Com explícita gratidão no olhar, ele relembra da professora de educação física Hélia Stevani, que reconheceu nos pés do garoto um talento invejável com a bola e o levou para a escolinha de futebol. “Ainda nos falamos às vezes. Ela me aconselha a não parar, porque um dia estarei lá em cima”, afirmou.

Para alcançar este topo, Careca se espelha em Lima, por causa da posição. Como o ídolo, ele também quer ser artilheiro nos Jasc. “Acho que temos chances, mas a disputa é grande. Os times estão todos do mesmo nível”, disse, ensaiando as palavras que um dia também quer dizer quando tiver sob os holofotes da imprensa em um campeonato brasileiro no time profissional.

 

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