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Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018
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Ginástica rítmica de Florianópolis busca retomar hegemonia no Jasc

Equipe da Capital perdeu o título para Itajaí nos Jogos Abertos de Blumenau, no ano passado

Matheus Joffre
Florianópolis

O refrão da música Survivor, da estrela norte-americana Beyonce, que embala as séries da equipe de ginástica rítmica da Adiee/Udesc, traduz bem o sentimento das meninas que representam Florianópolis nos Jogos Abertos de Santa Catarina. Depois de perder para Itajaí na final do Jasc de 2013, após quatro títulos consecutivos, elas deram a volta por cima e querem retomar a hegemonia da modalidade no Estado.

Marco Santiago/ND
Curitibana Dayane Amaral, ouro no Pan de Guadalajara, vai reforçar equipe de Florianópolis

 

Das oito meninas que compõe o conjunto que disputará o Jasc em Itajaí entre os dias 15 e 25, três estavam no grupo do ano passado. “Eu lembro que eu não acreditava no que estava acontecendo. Doeu, chorei muito. Mas acho que foi algo necessário para amadurecermos como equipe e repensar algumas coisas na nossa forma de trabalho”, afirmou Letícia Dutra, 21, que além do conjunto também competirá nos quatro aparelhos individuais.

Depois da derrota no Jasc do ano passado, a equipe passou por uma renovação. Perdeu atletas como Luísa Matsuo, que tem seis medalhas de ouro com a seleção brasileira em Pan-Americanos, mas trouxe outras ginastas experientes, como Bianca Mendonça e Dayane Amaral, que também participaram da conquista do Pan de Guadalajara, em 2011. “Estávamos com dificuldades de encaixar os horários para treinar no ano passado. Muitas das meninas tinham que se dividir entre a faculdade e os treinos e isso atrapalhava um pouco o trabalho”, contou a técnica Maria Helena Kraeski.

A mudança já começou a dar resultado. Em agosto, a equipe da Capital foi campeã da Copa Brasil de Conjuntos. “Foi importante ganhar a Copa Brasil porque vimos que ainda somos capazes, que nada é impossível. É claro que um Brasileiro tem mais importância, mas, para nós que somos do Estado, vencer os Jogos Abertos é diferente, não tem como explicar. Por isso, o Jasc é o nosso grande objetivo no ano”, revelou Letícia.
  

Treinadora tem quase 35 dedicados ao esporte

Eleita comendadora do esporte em Santa Catarina, Maria Helena Kraeski respira ginástica rítmica. Ao todo, são quase 35 anos dedicados à modalidade que já rendeu sete títulos a Florianópolis nos Jogos Abertos sob seu comando.

Nascida em Florianópolis, Maria Helena começou a treinar ginástica rítmica em 1980. Participou do Jasc como atleta em sete oportunidades e assumiu a equipe como treinadora em 1991. “A ginástica rítmica sempre fez parte da minha vida. Comecei competindo como atleta, depois fui auxiliar técnica e, por fim, fui convidada para treinar a equipe”, contou.

A treinadora, que em tempos de competição chega a passar mais tempo treinando com as meninas no tablado do que em casa, faz o estilo mãezona. “Hoje, como técnica eu sei o quanto sou uma referência para essas meninas. Eu vejo e acompanho de perto o dia a dia delas, a superação do grupo, treinamos 30 horas por semana, então tento tornar o ambiente o mais agradável possível”, revelou.

Para ela, o Jasc também tem um apelo diferente. “Eu tenho boas lembranças da minha época de atleta no Jasc. Hoje como técnica é um pouco diferente, mas a emoção é a mesma. É uma competição que tem um apelo sentimental muito grande”, ressaltou.

Estrelas de ouro

Integrantes da seleção brasileira que conquistou três medalhas de ouro no Pan-Americano de Guadalajara, no México, em 2011, Bianca Mendonça e Dayane Amaral são as principais novidades da equipe que tentará trazer o título dos Jogos Abertos de Santa Catarina de volta para Florianópolis.

Nascida em Manaus, Bianca veio pela primeira vez para a capital catarinense em 2010, a convite da técnica Maria Helena. No mesmo ano, ajudou a equipe a conquistar mais uma vez o Jasc e também esteve presente no título de 2012, época em que já defendia a seleção brasileira. “Florianópolis sempre foi um centro de referência. Lá em Manaus, não tinha competições no mesmo nível, por isso decidi me mudar”, contou a atleta que deixou o time brasileiro no início do ano.

Já a curitibana Dayane, que continua na seleção, irá disputar o Jasc pela primeira vez. “Sempre ouvi elas falarem bem do Jasc, que é uma competição diferente de tudo. E como já estou treinando aqui há um mês, já vi o quanto esse título é importante para todo mundo”, afirmou.

Além dos dois conjuntos, Jasc tem 16 provas individuais

As disputas da ginástica rítmica nos Jogos Abertos de Santa Catarina são divididas em dois conjuntos (fita com bola e maças) e 16 provas individuais ( quatro de arco, quatro de bola, quatro fita e quatro de maça).

Os conjuntos são o carro-chefe da equipe, mas as competições individuais também podem ser decisivas. “É uma responsabilidade tão grande quanto a do conjunto. No individual você só depende de si mesma, não pode errar igual”, explicou Sanara Schusler, que competirá penas na bola e na fita, individualmente.

Apesar de integrarem os conjuntos, Letícia Dutra, Bianca Mendonça e Thainá da Silva irão competir nos quatro aparelhos individuais e Maria do Mar disputará as provas de arco e fita. “O conjunto é o nosso ponto forte, mas o desempenho individual também é importante”, ressaltou Letícia.

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