Publicidade
Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 26º C
  • 19º C

Com o retorno de veterano, Basquete de Joinville inicia caminhada para voltar ao NBB

Além de atletas formados na cidade, técnico George Sales terá os reforços de três pivôs, entre eles o de André Bambu, que atuou na cidade em 2007

Diogo Maçaneiro
Joinville
13/12/2016 às 19H13

Sonhando com o retorno de velhos conhecidos, mas com os pés no chão. Assim Kelvin Nunes Soares comanda a reestruturação do Basquete de Joinville, hoje sob a alcunha de AABJ (Associação dos Amigos do Basquetebol de Joinville), para a temporada de 2017. O time joga, a partir de março, a Liga Ouro, uma espécie de divisão de acesso ao NBB (Novo Basquete Brasil). Para esta competição, o grupo será formado por uma base de atletas formados na cidade, mas com experiência internacional. Além dos irmãos Felipe e Lucas Vezaro, que atuaram nos Estados Unidos em ligas universitárias e colegiais, o ala-pivô Jefferson Socas conhece bem o basquete europeu, onde atuou pelo Real Madrid, da Espanha. São apenas alguns exemplos.

André Bambu retorna ao Basquete de Joinville para a Liga Ouro - Luis Pires/LNB
André Bambu (à dir) retorna ao Basquete de Joinville para a Liga Ouro - Luis Pires/LNB

Além deles, Kelvin confirmou, em primeira mão, a contração dos pivôs Adib, de 2,02m e 24 anos, ex-Minas Tênis Clube, e Moisés, de 2,13m e a mesma idade, que atuou pelo São José dos Campos no Campeonato Paulista. A escolha por esta dupa de garrafão se dá especialmente pelo perfil do time. Um grupo jovem e fisicamente resistente para um campeonado de muita "correria" como definiu Soares. "Perfil parecido com o que a gente tem. Base, molecada e sangue novo. O clima de trabalho é muito bom, sadio e a gente não quer perder esse perfil caseiro. Mas repondo as peças necessárias", esclareceu. Para a Liga Ouro, o elenco terá 16 jogadores.

Atualmente, o único jogador da posição do time é Paulão, que sofreu com lesões e isso acabou por prejudicar Joinville na reta final do Estadual, onde terminou em terceiro. Com isso, o veterano Olívia, de 42 anos, precisou jogar, mas agora vai assumir uma função de gestão junto à comissão técnica. Para o futuro, o sonho de Kelvin é repatriar a dupla Shilton e Tiagão, pivôs consagrados na cidade. O primeiro está no Bauru e o outro no Basquete Cearense, ambos no NBB e com salários acima do padrão joinvilense. Nenhum contato foi feito com os dois, mas caso o retorno ao NBB se confirme em julho, quando a Liga Ouro termina, o desejo é trazê-los de volta.

Para o começo do ano, Kelvin admite a chegada de um outro pivô velho conhecido da cidade,  André Bambu, 2,05m e 37 anos. "É o líder dessa molecada. Uma referência", esclarece. O acerto verbal entre as partes foi confirmado, resta apenas a assinatura do contrato. A negociação seria facilitada, pois a esposa do jogador mora em Joinville e pretende fixar residência na cidade. O último clube de Bambu foi o Rio Claro.

A comissão técnica será formada pelo atual treinador George Sales, pelo auxiliar Galvani - profissional da base - e deve ser completada com Bruno Lopes, técnico do Tubarão Basquete, de Londrina - ainda em negociação  - além de um preparador físico, que virá vinculado a uma academia da cidade e esta fornecerá espaço para as atividades. Tal parceria ainda não foi sacramentada.

Desafio também no caixa

Assim como no NBB, a Liga Naciona exige dos postulantes a participar da Liga Ouro um orçamento que garanta aos clubes honrar os compromissos com arbitragem, folha de pagamento, logística e alimentação dos atletas e membros das comissões técnicas. Para esta edição o valor mínimo é de R$ 500 mil. "Temos mais do que isso. Temos R$ 600 mil, o que nos garante jogar a competição do início ao fim", comemora Kelvin. O valor é proveniente, principalmente, de parceiros via Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal.

Outra exigência da liga é a estrutura de treinamentos e locais de jogos. Nisso Joinville sempre esteve preparada. O Centreventos Cau Hansen será a casa da reconstrução da modalidade na cidade. "A representante da liga veio aqui e se impressionou com o tamanho do ginásio. Eu disse para ela que isso aqui já recebeu 4 mil pessoas num jogo de quartas de final do NBB contra o Pinheiros", destacou Kelvin.

Além de Joinville, Brusque e Blumenau também confirmaram inscrição no torneio, cuja fórmula de disputa ainda não foi definida, pois há o prazo final até janeiro para os demais times sacramentarem a presença. 

Mas para jogar a elite do Nacional a partir de setembro o "buraco é mais embaixo". A exigência mínima de orçamento para o NBB 10 é de R$ 1,5 milhão, que o dirigente garante já estar correndo atrás junto ao empresariado da cidade. A última participação de Joinville no Novo Basquete Brasil foi na temporada 2012/2013. Em 2014, foi oficialmente desfiliada e perdeu a vaga de clube fundador. 

Publicidade

0 Comentários

Publicidade

Escolha seu time

  • Chapecoense
  • Criciúma
  • Figueirense
  • JEC
  • Avaí
Publicidade