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Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018
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Campeonato de xadrez movimentou o fim de semana em Joinville

115 jogadores disputaram vagas no campeonato nacional e no estadual

Redação ND
Joinville
Concentração, silêncio e muito raciocínio. Quem pensa que jogar xadrez é apenas uma brincadeira, se engana. Durante quatro dias, 115 jogadores participaram de um campeonato, em Joinville, para classificar dois para a final do Brasileiro Absoluto e três para o Catarinense Absoluto de Xadrez 2013.
Fabrício Porto/ND
Competição aconteceu neste sábado e domingo em Joinville
Duas competições – o Aberto do Brasil e a Semifinal Catarinense – reuniram atletas de diferentes idades e níveis. Em silêncio, os enxadristas pensavam cada lance. Cada movimento era calculado por vários minutos. 
Todo esse raciocínio para movimentar apenas uma pedra é avaliado como positivo pelo presidente do Clube de Xadrez de Joinville, Haroldo Cunha dos Santos Junior. Segundo ele, o xadrez tem a capacidade de unir o lúdico, o jogo, a arte e a ciência. “Esse esporte desenvolve o raciocínio lógico, o planejamento, a noção de tempo e espaço, a tomada de decisão rápida, além da iniciativa”, avalia Haroldo. 
Esse conceito também é defendido pelo enxadrista número um no ranking brasileiro, Rafael Dualib Leitão, 33 anos. Natural de São Luís, no Maranhão, Leitão esteve em Joinville para participar do Aberto do Brasil. O atleta é enxadrista profissional e participa de campeonatos internacionais. “O xadrez desenvolve habilidades, sendo muito positivo para o desenvolvimento de crianças e jovens. Mas no Brasil ainda causa estranheza, o que contribui para que poucos façam dele uma profissão”, avaliou o atleta.
Superação que transpõe barreiras  
Outro jogador que esteve em Joinville e chamou a atenção foi o empresário Carlos Marcelo Espindola. Cego, ele não deixa por menos e mostra suas habilidades com as mãos. 
Com um tabuleiro próprio e peças diferenciadas para que ele as identifique pelo toque, Carlos participou do torneio, disputando com jogadores com visão total. “Comecei a jogar aos 12 anos, mas perdi a visão aos 16 e pensei que não poderia mais jogar. Mas em 2009 descobri que meu cérebro poderia jogar. Hoje participo de campeonatos e este é meu esporte predileto”, conta Carlos. 
Outros atletas, entre 11 e 78 anos, participaram do evento. Os dois campeonatos, além de classificar atletas para as próximas etapas dos torneios brasileiro e catarinense, entregou diferentes prêmios aos jogadores – R$ 5 mil em dinheiro, R$ 3 mil em troféus e medalhas, além de R$ 3 mil em brindes surpresas, fornecidos pelos patrocinadores.
Vencedores classificados
Final do Brasileiro Absoluto
Rafael Dualib Leitão - São Luís (MA)
Charles Gauche - Itajaí (SC)
Catarinense Absoluto de Xadrez 2013
Charles Gauche - Itajaí (SC)
Lucas Aguiar Cunha - Joinville (SC)
Rodrigo Diconzi da Silva - Joinville (SC)
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